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Deputados americanos criticam novos acordos comerciais com o Brasil

Anunciado como uma vitória da administração Bolsonaro na segunda-feira (19), os três novos acordos comerciais entre Brasil e Estados Unidos são alvos de pesadas críticas de parlamentares democratas, que hoje controlam a Comissão de Assuntos Tributários (Ways and Means Commitee). Para eles, acordos fechados duas semanas antes das eleições são puro unilateralismo do presidente Trump, um “tapa na cara” do Congresso e uma “zombaria”. Por isso, prometem retaliações ao presidente americano – se reeleito – e revisão dos termos firmados. Os acordos ainda não estão em vigência e devem facilitar o comércio, impor boas práticas regulatórias e dificultar a corrupção.

O principal problema é que qualquer negociação internacional que envolva aspectos comerciais precisaria de aprovação do Congresso americano que, neste momento, tem os democratas formando maioria na Câmara dos Deputados, enquanto o Senado é dos republicanos.

Em seu favor, os negociadores brasileiros e americanos tiveram o cuidado de não incluir nenhuma mudança tarifária, o que evitaria a interferência dos integrantes do Ways and Means Commitee, que costuma adotar posturas protecionistas.

Se por um lado o Brasil sairia ganhando no médio prazo, conforme apontaram integrantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o país também passará a enfrentar a má vontade dos congressistas democratas, que desde criticam a maneira como questões ambientais e de direitos humanos foram relegadas sob Bolsonaro. Neste cenário, a eventual eleição do democrata Joe Biden pode ser um fator complicador, já que o ex-vice-presidente no mandato de Barak Obama já ameaçou o Brasil com retaliações econômicas.

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