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Clinton e Fux analisam democracias, economias e responsabilidades no último dia do Expert XP

O Expert XP encerra nesta quinta-feira (26) com dois painéis de peso, capitaneados pela ex-secretária de estado dos EUA, Hillary Clinton (à direita), e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux (à esquerda). Ambos deram especial atenção para democracia, responsabilidade institucional e desafios econômicos, mostrando que, apesar das distintas realidades e funções de ambos, algumas preocupações contemporâneas são universais.

Hillary Clinton abordou o cenário macroeconômico e os protecionismos e multilateralismos. “Dependerá como cada país tratará suas economias, seus interesses e como pretendem aumentar suas cadeias de produtividade”. Ela reiterou que as América do Norte e do Sul devem fortalecer alianças devido aos avanços da economia chinesa no mundo. Sobre a pandemia, disse que as economias têm o dever ser colaborativas nos bens essenciais. No que tange à democracia, valor caro aos EUA e que sofre abalos, Clinton criticou duramente as big techs, cobrou mudanças nos modelos de negócios e algoritmos para que as interrelações não sejam construídas a partir de discursos de ódio e desinformação. E por fim, cobrou o Brasil: “Seu governo, seu povo, suas empresas devem plantar árvores e não derrubá-las”. Ainda sobrou espaço para pedir o fim da exploração de petróleo, algo que os EUA fazem muito bem: “Seu governo deve parar de procurar petróleo e procurar energia limpa”.

O painel do Supremo conteve mais questões institucionais e os atuais solavancos entre os Poderes. Para o presidente do STF, Luiz Fux, a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em não dar segmento ao impeachment do ministro Alexandre Moraes é uma espécie de consagração da força dos poderes Judiciário e Legislativo. “Juízes não podem ter medo de suas decisões. Isso a democracia brasileira não admite”. Fux também foi questionado sobre a politização do Judiciário, no que foi categórico: “Não há. A política provoca o Judiciário quando promove ações indevidas e o Judiciário aplica a Constituição”. Enfim, os assuntos do momento, precatórios e autonomia do Banco Central (BC). No caso dos precatórios, o magistrado afirmou que o entendimento da Corte é que eles devem ser pagos. “Calote, nunca mais”, disse. Em relação ao BC, afirmou que a Constituição já é garantidora da autonomia do sistema financeiro e que agora o que se discute é a autonomia do órgão que gere o sistema.

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