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China se compromete a neutralizar emissões de carbono até 2060

Com um discurso propositivo, o presidente da China, Xi Jinping, adotou postura completamente oposta a do colega brasileiro, Jair Bolsonaro, em seu discurso na 75º Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22). O líder chinês disse que seu país pretende se tornar uma economia neutra em carbono até 2060, acelerando a meta para redução das emissões de gases de efeito estufa. “A humanidade não pode mais se dar ao luxo de ignorar os repetidos avisos da natureza e seguir o caminho batido de extrair recursos sem investir na conservação, buscar o desenvolvimento à custa da proteção e explorar os recursos sem restauração”, disse Xi. Já Bolsonaro apenas disparou acusações contra os críticos à política ambiental brasileira.

Xi Jinping calibrou seu discurso. A China tem sua matriz energética ainda fortemente dependente do carvão mineral, emitindo mais dióxido e monóxido de carbono que os Estados Unidos e União Europeia em conjunto. Foram 9,4 bilhões de toneladas anuais contra 8,6 bilhões de toneladas, até o final de 2018. A meta chinesa é que as emissões de gases do efeito estufa atinjam o pico antes de 2030. Xi convocou todas as nações a trabalharem para uma recuperação econômica mundial pós-pandemia mais verde. A meta anunciada por Xi ainda não é a ideal na visão da União Europeia, que pretende que o pico de emissões no país seja alcançado em 2025, para declinar a partir daí.

Diretor da Energy and Climate Intelligence Unit, consultoria com sede no Reino Unido, Richard Black falou à Bloomberg que considerou um “passo significativo” o comprometimento de Xi. “A China não é apenas o maior emissor do mundo, mas também o maior financiador de energia e o maior mercado, portanto, suas decisões desempenham um papel importante na definição de como o resto do mundo progride com sua transição para longe dos combustíveis fósseis que causam as mudanças climáticas” avaliou.

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