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Celso de Mello prorroga inquérito que apura suposta interferência de Bolsonaro na PF

Da redação
2 de julho de 2020

O ministro Celso de Mello, do STF, decidiu prorrogar por mais 30 dias o inquérito aberto para apurar uma suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal para proteger familiares e amigos. O caso instaurado em 27 de abril tem como base declarações do ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) de que Bolsonaro insistiu para trocar o diretor-geral da corporação e o comando da Superintendência no Rio de Janeiro. O procedimento também apura um possível crime de denunciação caluniosa por parte de Moro. Ao estender o prazo, o decano da Corte atendeu a um pedido da PF que apontou a necessidade de realização de diligências pendentes e outras eventualmente necessárias. Uma das medidas é o depoimento do presidente. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda deve se manifestar se Bolsonaro será ouvido por escrito ou presencialmente pelos policiais.

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