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Casa Branca sobretaxa aço brasileiro

Para proteger sua indústria siderúrgica, o governo americano determinou medidas protecionistas. A decisão foi anunciada neste sábado (29), pela Secretaria de Comércio, no documento “Proclamation on Adjusting Imports of Steel into the United States”, que determina a redução de cotas e a sobretaxação em 25% do aço semiacabado importado da maioria dos parceiros comerciais americanos.

Com isso, o Brasil vai sofrer um corte de 83% no embarque para os EUA no quarto trimestre, já que o produto perdeu a competitividade. A cota isenta para o período caiu de 350 mil toneladas para 60 mil toneladas. Como há divisão por trimestres, de acordo com a demanda do mercado comprador, até agora o Brasil podia vender 3,5 milhões de toneladas por ano sem cobrança de sobretarifa. O limite para cada um dos três primeiros trimestres era de 1,05 milhão de toneladas.

A alegação principal é que o aço importado em grandes quantidades se tornou uma “ameaça à segurança americana”, diante da queda na demanda interna. O Brasil é citado 29 vezes no documento de doze pontos assinado pelo presidente Donald Trump. Sob recomendação de seu secretário Wilbur Ross, a decisão altera de modo unilateral um acordo de 2018. “O secretário [Ross] me informou que houve mudanças significativas no mercado de aço dos Estados Unidos desde a época em que decidi excluir, a longo prazo, o Brasil”, declarou o presidente americano no documento.

Em nota divulgada no início da noite deste sábado, os ministérios das Relações Exteriores e da Economia declararam que o governo brasileiro espera que o mercado siderúrgico americano se recupere para que as exportações sejam restabelecidas, a partir das negociações previstas para dezembro. “A excepcional qualidade das relações bilaterais permitirão o pleno restabelecimento e mesmo a elevação dos níveis de comércio de aço semiacabado”, diz o comunicado.

No início junho, o presidente Bolsonaro, que se considera amigo e aliado incondicional de Trump, comentou em uma declaração coletiva que havia pedido “por alto” a ampliação das exportações de aço semiacabado brasileiro, que serve matéria-prima para as siderúrgicas americanas.

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