Ministra do STF afirma que democracia depende da igualdade entre homens e mulheres em evento promovido pela empresária Luiza Helena Trajano
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), transformou sua participação no Summit Mulheres nas Profissões nesta terça-feira (4) em um chamado à mobilização permanente das mulheres por igualdade, liderança e ocupação dos espaços de poder. Ao lado da empresária Luiza Helena Trajano, a magistrada afirmou que a democracia só se fortalece quando homens e mulheres têm oportunidades equivalentes e defendeu que a luta pelos direitos femininos precisa ser contínua.
“Não existe democracia forte sem igualdade entre mulheres e homens”, afirmou.
Ao abrir sua fala com a expressão “Ave, mulher”, Cármen Lúcia elogiou a iniciativa de Luiza Trajano por reunir lideranças femininas de diferentes áreas e afirmou que encontros como o Summit são fundamentais para construir uma rede permanente de apoio entre mulheres.
A ministra destacou que, embora a Constituição brasileira assegure igualdade de direitos, a realidade ainda é marcada por desigualdade salarial, baixa representação feminina nos espaços de decisão, violência e discriminação. Segundo ela, “direitos não se ganham, são conquistados todos os dias”.
Durante o discurso, Cármen Lúcia também defendeu maior participação das mulheres na política, nas empresas e nas instituições públicas, criticando práticas como as candidaturas femininas fictícias para cumprimento das cotas eleitorais.
Ao abordar a violência de gênero, citou dados de feminicídio e classificou o cenário como incompatível com uma sociedade democrática. A ministra apoiou ainda a proposta apresentada por Luiza Trajano de criar uma mobilização nacional permanente em defesa das mulheres e sugeriu uma campanha para o dia 8 de novembro, início dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, com o uso de uma tarja preta em homenagem às vítimas de feminicídio.
“O que juntas somos é muito mais”, concluiu a ministra, defendendo que a transformação passa pela solidariedade entre mulheres, pela educação e pela ampliação da presença feminina nos espaços de liderança.
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