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Caminhoneiros voltam a ameaçar greve por causa das altas constantes do diesel

Diferentes grupos de representantes articulam uma paralisação dos caminhoneiros autônomos a partir de 1º de novembro, caso o governo deixe de atender suas reivindicações, em especial uma redução no preço do diesel, que sofreu alta de mais de 50% em 2021. O preço médio do combústivel na bomba está em R$ 4,961, de acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Um dos pontos centrais do protesto seria o Porto de Santos, a fim de estrangular os embarques e desembarques, aumentando a pressão política sobre o governo federal.

Para mostrar que estão firmes, as entidades decidiram declarar estado de greve de 15 dias a partir deste sábado (16). Entre as demais demandas da categoria estão o estabelecimento de um piso mínimo de frete, a fim de prevenir perdas, e o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição junto à Previdência Social. As decisões foram resultado do 2º Encontro Nacional dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, organizado no Rio de Janeiro.

Entre as entidades que apoiam a greve estão a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) e o Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG). A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) não apoia a paralisação.

Entre 8 e 9 de setembro, os caminhoneiros chegaram a bloquear rodovias em 18 estados, em especial na Região Sul. Só que naquele momento as reivindicações eram outras, pois apoiavam o presidente Jair Bolsonaro, pedindo o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e a intervenção militar. Uma pauta bem diferente da greve de 2018, que entre 21 e 30 de maio provocou desabastecimento e aumento de preços por causa do preço do diesel, que comprometia a remuneração dos autônomos. Na ocasião, o governo de Michel Temer anunciou uma redução temporária e determinou que os aumentos vindouros seriam mensais. Com a volta dos aumentos, os protestos ganharam força renovada.

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