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Brasileiro que invadiu Capitólio prestará serviços comunitários

Eliel Rosa, um brasileiro residente nos Estados Unidos que participou da invasão do Capitólio, em 6 de janeiro, terá que cumprir um ano de liberdade condicional, pagar US$ 500 (pouco mais de R$ 2.700) de multa e prestar 100 horas de serviço comunitário. Ele fez parte do grupo que tentou impedir a confirmação legal do resultado da eleição que levou o democrata Joe Biden à presidência dos EUA. A sentença foi publicada na terça-feira (12), mas só ganhou destaque neste final de semana. Cinco pessoas morreram no tumulto.

Apoiador do então presidente Donald Trump, Rosa foi identificado pelo FBI por meio de imagens dentro do Congresso ao lado de outros manifestantes. Ele vive em Midland, Texas, e atendeu ao chamado do então presidente em final de mandato, que pelo Twitter denunciou uma fraude eleitoral jamais comprovada. Ele foi para a capital dos EUA na companhia de uma amiga, Jenny Cudd, que esteve no protesto e também foi condenada.

Além de registrados pelas câmeras de segurança, Rosa fez postagens da invasão em sua conta no Facebook (ao lado de gorro vermelho). Cudd chegou a fazer uma transmissão ao vivo pela rede social. Ambos entraram no prédio por volta das 14h35, saindo pouco antes das 16 horas e, de acordo com o FBI, não participaram de depredações e atos violentos.

O brasileiro foi interrogado pela autoridades em 8 de janeiro, em Midland, sendo detido cinco dias depois. De início ele se declarou inocente, mas diante das evidências de ter praticado os crimes de obstrução de procedimento oficial – no caso, a nomeação de Biden -, conduta desordeira em área restrita e permanência não autorizada em área restrita, em 29 de julho admitiu ter participado da invasão. A confissão aliviou sua sentença. Caso fosse condenado por obstrução de procedimento oficial, poderia pegar até 20 anos de prisão.

De acordo com a imprensa americana, Rosa tem 53 anos e vive nos EUA desde 2016. Em 2018, ele obteve o status de asilado político, alegando perseguição quando trabalhou na prefeitura de Curitiba. A condenação deve dificultar a obtenção do visto permanente de imigração – o green card – e de uma posterior cidadania americana.

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