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Bolsonaro desautoriza – de novo – o general Mourão

Bolsonaro desautoriza – de novo – o general Mourão

Líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro voltou a questionar publicamente uma fala de seu vice, o general Hamilton Mourão. Em palestra para o setor lojista em Uruguaiana, no Rio Grande Sul, Mourão definiu o 13º salário e o pagamento adicional de férias como “jabuticabas” brasileiras, que seriam “uma mochila nas costas de todo empresário”. Após repercussão negativa em torno da fala, Bolsonaro usou seu Twitter para questionar o posicionamento do companheiro de chapa. “O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição)”, escreveu. “Criticá-lo, além de uma ofensa para quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição.”

Esse não é o primeiro atrito entre o candidato e o núcleo de sua campanha. Internado desde o começo de setembro, após ter levado uma facada, Bolsonaro já havia determinado que Mourão reduzisse os atos de campanha, após o vice ter defendido uma nova Constituição para o Brasil, que seria elaborada por “notáveis”, ao invés de eleitos pelo povo. Mourão também foi criticado após dizer que filhos criados por mães e avós, sem a presença do pai, têm mais chances de entrar para o tráfico. Outra figura importante na campanha desautorizada pelo capitão reformado foi o economista Paulo Guedes, que havia sugerido a criação de um novo imposto, interpretado pelo mercado como uma nova CPMF.

Por que é importante
O novo atrito entre Bolsonaro e seu vice escancara os problemas de comunicação em sua campanha
Quem ganha
Os adversários do candidato, que podem se aproveitar da falta de comando na campanha
Quem perde
O próprio Bolsonaro, que está sob forte ataque de seus concorrentes e aparece atrás dos adversários nas pesquisas de segundo turno

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