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Blindado pelo STF, Witzel ganha palco na CPI da Pandemia

O ministro Nunes Marques, do STF, atendeu a um pedido de habeas corpus de Wilson Witzel e desobrigou o ex-governador do Rio de Janeiro a comparecer à CPI da Pandemia nesta quarta-feira (16). Marques também definiu que, caso Witzel decida depor, ele poderá ficar calado e não precisa prestar juramento de dizer a verdade. Mesmo com a liminar, o ex-gestor estadual indicou que estará à disposição para ser inquirido pelos senadores. Destituído do cargo no final de abril, Witzel terá um importante palco político para se defender das denúncias de que teria se beneficiado de um esquema de corrupção na área da Saúde – turbinado por recursos que seriam destinados ao enfrentamento da crise sanitária. O ex-governador poderá se calar quando o assunto envolver os processos contra ele, mas certamente partirá para o ataque e deve insistir no discurso de perseguição.

Por que é importante

Eleito na onda conservadora de 2018, Wilson Witzel era aliado de Jair Bolsonaro e rompeu com o presidente quando tentou se descolar dele e tornou pública a sua ambição de entrar na corrida pelo Palácio do Planalto

Quem ganha

Witzel, que deve ter seu último palco relevante na CPI

Quem perde

O governo federal, que tende a ser o principal alvo dos ataques no depoimento

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