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Após fala de Maia, Bolsonaro diz que governo não consegue manter auxílio de R$ 600

Da redação
22 de junho de 2020

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu no fim de semana a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600. No Twitter, Maia citou a perspectiva de tombo da economia no terceiro trimestre e apontou que a posição dele era sustentada pela maioria dos parlamentares. “A todos que me perguntam sobre o auxílio emergencial: sou a favor da prorrogação do auxílio de R$ 600 por mais dois ou três meses. Todos os indicadores apontam uma forte queda da economia no terceiro trimestre”, escreveu. “Tenho certeza que a minha posição é acompanhada pela maioria dos deputados. Manter esta ajuda é premente. O governo não pode esperar mais para prorrogar o auxílio. A ajuda é urgente e é agora”, acrescentou. Nesta segunda-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro também tratou do assunto e foi na contramão de Maia em relação ao valor se o benefício for estendido. Bolsonaro afirmou que o governo não tem condições de manter os R$ 600. O presidente disse que pretende negociar com o Congresso para chegar a um consenso sobre as possíveis novas parcelas. ” (A) União não aguenta outro desse mesmo montante que por mês nos custa cerca de R$ 50 bilhões. Se o país se endividar demais, vamos ter problema”, comentou. “Vai ser negociado com a Câmara, presidente da Câmara, presidente do Senado, um valor um pouco mais baixo e prorrogar por mais dois meses talvez a gente suporte, mas não o valor cheio de R$ 600”, completou.

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