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Alckmin: o que fazer para não ser ultrapassado por Haddad?

Alckmin: o que fazer para não ser ultrapassado por  Haddad?

No começo do ano, Geraldo Alckmin (PSDB) desdenhava das pesquisas de intenção de voto, em que aparecia na rabeira. O argumento: ele nem era candidato oficial. Meses depois, foi sacramentado candidato entre os tucanos. O mau desempenho nas pesquisas continuou. Nova desculpa: a campanha não tinha começado. Sair às ruas para vender seu projeto tampouco alterou o cenário. Mais uma justificativa: o horário eleitoral na TV não tinha começado. Crescer nas pesquisas, segundo ele, dependeria da propaganda na televisão. Há pouco mais de dez dias os eleitores – pelo menos os que ainda assistem à TV – são bombardeados com a imagem e a voz de Alckmin, que tem o maior tempo de propaganda entre os candidatos. E o tucano, embora tenha, de fato, crescido nas intenções de voto, ainda não convence: vê Jair Bolsonaro (PSL) consolidado na liderança e Fernando Haddad, agora candidato oficial do PT, sair de 4% para 9% nas pesquisas do Datafolha entre 22 de agosto e 10 de setembro.

Não dá para descartar Alckmin no segundo turno. Mas, a cada dia se torna algo menos provável. A consultoria Eurasia crava em 60% a chance de o petista estar no segundo turno, provavelmente contra Bolsonaro.

O que Alckmin pode fazer para mudar isso? Ele tem insistido em tentar roubar os eleitores de Bolsonaro. Não está funcionando. Há alguns dias, Fernando Henrique Cardoso, que não tem a pretensão de ser estrategista de campanha (embora seja um político arguto), disse que o PSDB deveria antecipar a disputa com o PT já no primeiro turno. FHC acredita que Alckmin deve disputar uma das vagas no segundo turno contra Haddad e deixar a outra com Bolsonaro. Faz sentido?

Talvez faça, se lembrarmos que, nas últimas eleições municipais, em 2016, o tucano João Doria Junior levou a Prefeitura de São Paulo no primeiro turno, derrotando Fernando Haddad, que buscava a reeleição, usando e abusando de uma retórica bastante agressiva contra Lula e o PT. Sem medo de se expor aos contra-ataques, ele usou o discurso de que o PT cometeu o “maior assalto aos cofres públicos” e, em poucos meses, o desconhecido “empresário-coxinha dos Jardins” foi ungido para comandar a maior metrópole do país.

Alckmin deveria fazer o mesmo? E ele tem o perfil para fazer isso de um modo que convença os eleitores? Doria um neófito na política e, portanto, não tinha a imagem desgastada por nenhum escândalo. Alckmin, embora não tenha sido condenado, não pode dizer o mesmo. O eleitor compraria o discurso dele contra a corrupção?

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