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Acordo UE-Mercosul segue parado por causa do desmatamento na Amazônia

O acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul está parado enquanto são aguardadas as sinalizações brasileiras diante de compromissos com políticas sustentáveis e esforços para conter o desmatamento e as queimadas na Amazônia e no Pantanal. Em live do jornal Valor Econômico nesta terça-feira (1°), o embaixador da UE no Brasil, Ignacio Ybáñez, afirmou que a postura do vice-presidente, Hamilton Mourão, indica que as negociações poderão avançar em um futuro próximo. “A atitude do governo brasileiro mudou de forma notável, mas essa mudança precisa se transformar em fatos”. O embaixador ponderou que se os parceiros europeus não perceberem disposição política por parte do Brasil, o acordo não passará pelos parlamentos europeu e nacionais. Ybáñez deixou claro que o bloco não se imagina chegar ao desmatamento e ao fogo zero, mas crê ser possível avançar para práticas menos danosas.

As declarações do embaixador se baseiam no último balanço do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apontou uma alta de 9,5% no desmatamento naquela região, entre agosto de 2019 e julho de 2020 – a maior taxa desde 2008. A devastação florestal alcançou 11.088 km², contra os 10.129 km² registrados nos 12 meses anteriores. Na segunda-feira (30), o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, visitou o Inpe, anunciando que o instituto deverá sofrer um corte de 15% no orçamento em 2021, comprometendo sua capacidade de monitoramento.

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