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A PRISÃO DE LULA NÃO É O FIM DE UM PROCESSO – E SIM O COMEÇO

Desde o início da operação Lava-Jato, o Brasil passa por uma depuração sem precedentes. Nomes ilustres da política e do empresariado foram para a cadeia, representando as duas pontas da corrupção, os corrompidos e corruptores. No dia 5 de abril, no entanto, o país deu seu maior passo em direção a essa faxina moral: a decretação da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sergio Moro. Era o que estava faltando para coroar um processo longo e dolorido, que tem colocado a economia nacional em modo de montanha russa.

As esquerdas, há muito, ridicularizam aqueles que combatem a corrupção e relativizam a importância de coibir o assalto ao dinheiro público. O fato, contudo, é que a corrupção praticada no atacado gera males infindáveis à Nação e à sociedade brasileira. Isto é inegável e indiscutível.

Um ex-presidente irá para a cadeia, talvez não por muito tempo, por receber vantagens privadas em troca de favores públicos. Isso vai gerar uma mudança no comportamento dos políticos brasileiros. Afinal, alguém poderoso foi condenado e preso por lesar o Erário – algo que também vai provocar discussões jurídicas intermináveis.

Essa lição, porém, de nada vai valer se o combate à corrupção for apenas eficaz e punitivo em relação ao Partido dos Trabalhadores. Há inúmeras acusações contra partidos tradicionais como MDB e PSDB. Ou seja, a corrupção não é um monopólio do PT. Por isso, o processo não pode terminar com a prisão de Lula. Deve, isso sim, ganhar uma dimensão ainda maior e remover de uma vez por todas da cena política aqueles que têm se beneficiado ilicitamente do poder público, assaltando os cofres do governo e enriquecendo descaradamente.

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Comentários

5 respostas

  1. Ahan. Claro.
    Mais tarde o pai vai comprar teu brinquedo.
    Esperem o mesmo rigor da justiça. Mas esperem deitados, pq sentado pode dar dor nas costas.

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