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A arte da vingança de Kahlo contra o infiel Rivera

MONEY REPORT escolheu como Imagem da Semana um dos últimos autorretratos de Frida Kahlo, “Diego y yo” (1949), vendido em 16 de novembro, terça-feira, na casa de leilões Sotheby, em Nova York, por US$ 34,9 milhões (R$ 191,9 milhões). A obra representa a vulnerabilidade e a turbulência emocional da consagrada artista mexicana por causa de seu marido adúltero, o muralista Diego Rivera. Sete décadas depois, em uma reviravolta jocosa do destino, a pintura ganhou o status de obra de arte latino-americana mais cara já adquirida em um leilão, batendo o recorde anterior, de Rivera.

Para simbolizar seu estado emocional abalado, Kahlo pintou no centro de sua testa Rivera, dessa forma, seus pensamentos, bons ou maus, teriam o marido como protagonista. Rivera ilustra uma espécie de terceiro olho de Kahlo, para simbolizar esse grau de ocupação de sua consciência e elucida bem uma das principais frases da artista: “Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”. Os detalhes da pintura a óleo fascinam os amantes da arte e representa a relação tumultuada do casal.

Com todo o drama da vida conjugal de Kahlo, a diretora de arte latino-americana da Sotheby’s, Anna Di Stasi, disse que o sucesso da venda é uma vingança e ao mesmo tempo uma validação do talento da artista. “Pintado no mesmo ano que seu amado Diego teve um caso com sua amiga, a atriz mexicana da idade de ouro Maria Félix. Este poderoso retrato é a articulação pintada de sua angústia e tristeza. Você poderia chamar o resultado desta noite de vingança definitiva, mas, na verdade, é a validação definitiva do talento extraordinário e apelo global de Kahlo”, explicou Di Stasi.

O comprador foi o colecionador argentino Eduardo Costantini, fundador do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA). A tela irá, no entanto, para sua coleção particular.

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