PATROCINADORES

Venda de US$ 7,5 milhão ao Mercado Livre marca nova fase da Sequoia

Da redação
22 de abril de 2026
Transação faz parte da reestruturação e inclui ativos logísticos estratégicos da companhia

A Sequoia (SEQL3) anunciou a venda de ativos operacionais para a Ebazar.com.br Ltda., empresa do grupo Mercado Livre (MELI34), por US$ 7,5 milhões, conforme fato relevante divulgado nesta quarta-feira (22). A operação integra o processo de reestruturação financeira da companhia e reforça sua estratégia de enxugar operações e priorizar negócios mais rentáveis.

Entre os ativos negociados está o equipamento automatizado de triagem Mega Sorter Damon, instalado no centro de distribuição da empresa no Campus Mangels, em São Bernardo do Campo (SP). O contrato também prevê a transferência integral da locação do galpão para o Mercado Livre, já autorizada pelo proprietário.

A conclusão da transação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A venda consolida a saída da Sequoia do segmento de logística para e-commerce de grandes volumes (B2C), uma operação que vinha pressionando o caixa da companhia. O sistema de triagem, com capacidade para processar até 32 mil pacotes por hora, operava com alta ociosidade — entre 30% e 40% — e gerava custos relevantes de manutenção, aluguel e mão de obra .

Segundo a empresa, esse braço consumia cerca de R$ 2,5 milhões por mês, tornando-se incompatível com a nova estratégia financeira do grupo .

Em meio a esse cenário, o CEO da companhia, Leopoldo Bruggen, afirmou que a decisão reflete uma mudança estrutural no setor. “Não queremos e não podemos trabalhar com segmentos deficitários. Voltamos nosso foco para áreas em que temos escala, margem e geração de caixa”, disse .

A mudança também acompanha a transformação do mercado logístico, com grandes marketplaces internalizando suas operações. “Houve uma ruptura no setor de e-commerce, com os maiores players passando a dominar sua própria logística”, afirmou Bruggen .

Com isso, a Sequoia passa a adotar um modelo mais leve (“asset light”), priorizando negócios com maior previsibilidade de receita. Entre eles, estão a logística de produtos bancários — como cartões e maquininhas — e operações B2B, como transporte dedicado de cargas.

“A nossa missão agora é ser a logística de preferência dos grandes bancos e fintechs brasileiras”, afirmou o executivo .

De acordo com a companhia, a venda representa a etapa final do processo de reestruturação iniciado no fim de 2023 e deve permitir maior foco na geração de caixa e na recuperação de valor no mercado.

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve