Empresa desenvolve plataforma de relacionamento capaz que reconhecer emoções e planejar ações baseada em experiência generativa
Empresa do grupo Stefanini especializada em soluções financeiras digitais, a Topaz aposta em um novo conceito que promete transformar o relacionamento com os clientes: o “banco empático”. A ideia parte do uso da inteligência artificial generativa não apenas para automatizar tarefas, mas para criar experiências mais humanas, personalizadas e emocionalmente conectadas. A proposta é que os assistentes digitais compreendam o contexto, reconheçam emoções e dialoguem em linguagem natural – aproximando os usuários do sistema financeiro de forma mais acessível e significativa.
Segundo o CEO da Topaz, Jorge Iglesias, a IA generativa revoluciona a forma como os bancos lidam com os consumidores. “Os assistentes digitais já entendam emoções, reconheçam sotaques e dialogam em linguagem natural, o que aproxima, fideliza e inclui mais pessoas no sistema financeiro”, afirmou a MONEY REPORT.
Guiada pelo conceito AI-First, a Topaz apresentou durante a Febraban Tech um portfólio que combina inovação tecnológica, eficiência operacional, segurança e novos modelos de negócio. Iglesias acredita que os agentes financeiros digitais são o próximo grande passo da transformação do setor. “Daqui a três a cinco anos, teremos agentes que projetam aposentadoria, ajudam no planejamento financeiro pessoal, antecipam necessidades e recomendam o melhor momento para investir ou economizar”, afirmou.
Para o CEO, o futuro do setor bancário será marcado por uma experiência empática e personalizada, com assistentes que compreendem o momento de vida de cada cliente e ajustam suas interações em tempo real. A IA, segundo ele, também tem papel crucial na inclusão financeira, ao tornar o acesso a serviços bancários mais simples e acessível para camadas da população que ainda estão à margem do sistema.
Iglesias enfatizou ainda os desafios que acompanham esse avanço, como a necessidade de segurança, ética e regulação adequada. “A velocidade da evolução é alta e a legislação precisa acompanhar para garantir que a IA seja aplicada de forma ética e segura. Mas o caminho é sem volta”, concluiu.
