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Stefanini amplia projetos de cloud e alerta para o custo de migrações mal planejadas

Da redação
20 de julho de 2026
Unidade de tecnologia do grupo combina infraestrutura, dados e inteligência artificial em projetos para bancos, siderúrgicas e empresas de serviços financeiros

A Stefanini Technology ampliou sua atuação em projetos de modernização na nuvem para empresas dos setores financeiro, siderúrgico e de serviços. A estratégia combina infraestrutura, dados, segurança e inteligência artificial, em um movimento que busca reduzir riscos, acelerar migrações e evitar custos provocados por projetos de cloud mal estruturados.

A unidade, uma das sete áreas de negócios do Grupo Stefanini, parte da avaliação de que a nuvem deixou de ser apenas um destino para sistemas e passou a funcionar como base para automação, governança de dados e uso de inteligência artificial em processos críticos.

Em um dos maiores bancos do país, a companhia conduz um projeto de automação com agentes de IA voltado à análise de checklists e normas internas. A iniciativa inclui modernização da esteira digital, integração com sistemas de negócio e desenvolvimento de aceleradores para operações de backoffice.

Segundo a empresa, o uso da tecnologia reduziu em mais de 200% o tempo destinado à análise e à execução de determinadas atividades.

Modernização de sistemas legados

No setor siderúrgico, a Stefanini trabalha na atualização de infraestrutura e aplicações de uma grande companhia. O projeto envolve o redesenho da arquitetura tecnológica, migração estruturada para a nuvem e implantação de processos de governança de dados.

A empresa também participa da etapa final de migração de um grupo dos segmentos de consórcios e serviços financeiros. Nesse caso, o trabalho inclui adequação regulatória, modernização de aplicações e preparação do ambiente para suportar o crescimento da operação.

Para Rodrigo Stefanini (imagem), CEO para América Latina e Espanha do Grupo Stefanini, os projetos atuais exigem uma abordagem mais ampla do que a simples transferência de sistemas.

“É muito improvável ter projetos de migração para cloud, principalmente para cloud pública, que não envolvam modernização de código. É uma jornada de ponta a ponta, que precisa incluir governança, segurança e estruturação desde o início”, afirma.

Migração sem estratégia pode elevar custos

A Stefanini alerta para o avanço da chamada repatriação de cargas de trabalho. O movimento ocorre quando empresas retiram aplicações da nuvem e retornam a ambientes tradicionais de tecnologia após enfrentar custos elevados, problemas de desempenho ou dificuldades de gestão.

Na avaliação da companhia, parte dessas experiências malsucedidas está relacionada a migrações realizadas sem adaptação de aplicações, revisão da arquitetura ou planejamento de custos.

A inteligência artificial também vem sendo utilizada para acelerar a modernização de sistemas, automatizar etapas e reduzir o risco das transições.

“Com a utilização da inteligência artificial, temos uma aceleração muito grande na migração para a cloud. Os projetos de modernização de aplicações permitem que o cliente chegue mais rápido à nuvem, mas de forma estruturada”, diz Rodrigo Stefanini.

O Grupo Stefanini atua em 46 países, mantém 23 centros de entrega em cinco continentes e reúne mais de 35 mil profissionais. Além da área de tecnologia, a companhia opera unidades dedicadas a cibersegurança, dados, serviços financeiros, operações, marketing e indústria.

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