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SP-Arte Rotas atrai novos colecionadores e reforça o interesse pela arte brasileira

Da redação
9 de setembro de 2026
Feira reuniu 78 expositores em São Paulo, teve vendas em 95% das galerias e ampliou o diálogo com a produção latino-americana

A quinta edição da SP-Arte Rotas terminou com um sinal de fôlego para o mercado de arte. Realizada entre 26 e 30 de agosto, na ARCA, em São Paulo, a feira reuniu 78 expositores e registrou vendas em 95% das galerias participantes.

Mais do que o volume comercial, um dos movimentos que mais chamou atenção foi a presença de novos colecionadores. Algumas galerias relataram vendas para compradores que adquiriram obras de arte pela primeira vez, indicando uma abertura do mercado para públicos além do circuito tradicional.

Na Paulo Darzé, por exemplo, o maior interesse ficou concentrado em artistas jovens, dentro de um projeto que misturava novos nomes e criadores já consagrados. A galeria encerrou a feira com 54 negócios fechados. Já a Claraboia vendeu mais de 40 obras, com dois artistas esgotando os trabalhos apresentados.

A edição também ampliou a presença internacional, com galerias da Argentina, Uruguai, Colômbia e Itália. O diálogo com a América Latina apareceu ainda no setor Mirante, sob curadoria de Bernardo Mosqueira, que reuniu obras atravessadas por temas como memória, ecologia, espiritualidade e território.

Entre os projetos convidados, a Casa do Povo vendeu um conjunto de 38 pinturas de artistas maxakali para o Instituto Paz, enquanto a Ocupá, dedicada a aproximar artistas de territórios periféricos do Rio de Janeiro de novos públicos, comercializou 31 obras.

A programação paralela também aproximou arte, mercado e discussão cultural, com nomes como Ayrson Heráclito, Carmela Gross, Júlia Rebouças e Maribel López, diretora da ARCO Madri e futura responsável pela Fundação Miró, em Barcelona.

O resultado ajuda a mostrar um mercado que, mesmo em um cenário econômico mais cauteloso, segue encontrando espaço para novos artistas, novos compradores e conexões além do eixo mais tradicional da arte brasileira.

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