Lucro do 3º trimestre alcança US$ 5,43 bilhões, acima das previsões; empresa mantém recompra de ações e reduz dívida
A Shell reportou lucro líquido ajustado de US$ 5,43 bilhões no terceiro trimestre de 2025, superando as estimativas de analistas, que previam US$ 4,74 bilhões. Apesar da queda de cerca de 10% em relação ao ano anterior, o resultado reforça a resiliência da companhia em meio à queda dos preços do petróleo e à desaceleração do setor energético global.
O desempenho foi impulsionado pelo crescimento nas operações de negociação de petróleo e gás e pela expansão do negócio de gás natural liquefeito (GNL), após o início de um novo projeto no Canadá. A dívida líquida recuou para US$ 41,2 bilhões, ante US$ 43,2 bilhões no trimestre anterior, e a empresa manteve o programa de recompra de ações de US$ 3,5 bilhões por trimestre.
Segundo o CEO Wael Sawan, o foco em corte de custos, eficiência operacional e venda de ativos com baixo desempenho tem sido essencial para aproximar a Shell de suas concorrentes americanas. “Apresentamos mais um sólido conjunto de resultados, com progresso em todo o portfólio e ótimo desempenho em nossos negócios no Golfo do México e no Brasil”, afirmou o executivo.
Mesmo com o mercado de petróleo registrando queda de 14% nos preços em 2025, a empresa conseguiu manter fluxo de caixa robusto. Analistas da RBC Capital Markets destacaram que o desempenho foi sustentado por “fortes indicadores operacionais”.
Ainda assim, o segmento de produtos químicos voltou a apresentar prejuízo, pressionado por margens estreitas e altos custos de energia na Europa. A diretora financeira Sinead Gorman afirmou que a Shell avalia a venda de operações nos EUA e o fechamento de ativos na Europa, em meio à busca por maior rentabilidade.
Em relação à exploração e produção, Gorman indicou que a empresa está observando novas oportunidades de aquisição após a queda dos preços do petróleo, mas ressaltou que a Shell só considera “negócios em que possua vantagens competitivas claras”.
