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Saks busca US$ 1 bi para evitar recuperação judicial

Da redação
5 de janeiro de 2026
Varejista de luxo dos EUA deixou de pagar mais de US$ 100 milhões em juros e negocia financiamento emergencial para manter operações

A Saks Global, varejista americana de luxo, negocia a estruturação de um empréstimo de até US$ 1 bilhão como parte de um possível pedido de recuperação judicial que pode ser apresentado à Justiça dos Estados Unidos nas próximas semanas. A iniciativa busca garantir liquidez e evitar a interrupção das operações, segundo fontes próximas às negociações.

A companhia enfrenta uma crise aguda de caixa e deixou de pagar mais de US$ 100 milhões em juros a detentores de títulos no dia 30 de dezembro. Desde então, negocia um acordo de tolerância com credores para ganhar tempo e viabilizar um plano de financiamento ou de reestruturação da dívida.

Entre as alternativas em discussão está um financiamento do tipo debtor-in-possession (DIP), que pode envolver ao menos US$ 750 milhões em recursos novos, além de mecanismos para postergar pagamentos e permitir a continuidade das atividades durante o processo judicial. As conversas, no entanto, seguem em andamento e os termos ainda podem mudar.

Procurada, a Saks não comentou. A consultoria PJT Partners, que assessora a empresa, também se recusou a falar sobre o tema.

A crise ocorre cerca de um ano após a varejista levantar bilhões de dólares para financiar um plano de reestruturação que incluiu a compra da Neiman Marcus por US$ 2,7 bilhões, em 2024. A estratégia buscava ganhar escala e reduzir custos, mas não foi suficiente para reverter a pressão sobre estoques, vendas e fluxo de caixa.

Em junho, credores já haviam concordado em injetar centenas de milhões de dólares adicionais e reorganizar o cronograma da dívida. Ainda assim, o desempenho comercial seguiu fraco. No trimestre encerrado em 2 de agosto de 2025, a receita caiu 13% na comparação anual, para US$ 1,6 bilhão.

Na última sexta-feira, a empresa anunciou a saída do CEO Marc Metrick. O cargo passou a ser ocupado interinamente pelo presidente do conselho, Richard Baker. A Saks opera as redes Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus e avalia, entre outras medidas, a venda de uma participação minoritária na Bergdorf para levantar recursos.

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