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Recepção humanizada é diferencial no digital

Lorena Scavone Giron
13 de agosto de 2025
Setores de saúde e corporativo ainda exigem contato humano qualificado, afirma especialista

Portarias digitais, totens de autoatendimento e sistemas de reconhecimento facial já fazem parte do dia a dia de empresas, condomínios e hospitais. A automação reduz custos e agiliza processos, mas levanta uma questão estratégica: quem recebe e acolhe o visitante?

Em um ambiente cada vez mais padronizado por sistemas, o atendimento humano resiste e, segundo especialistas, se torna ainda mais relevante em contextos de maior sensibilidade. “A recepção é o primeiro ponto de contato e, muitas vezes, a imagem que vai ficar”, afirma Harrison Pinho Júnior, CEO da Singular Serviços. “Investir na humanização é investir em experiência, credibilidade e confiança”, diz.

Harrison defende que a tecnologia não deve substituir completamente funções-chave como a recepção. “Receber alguém com um sorriso, com atenção genuína e capacidade de resolver situações de forma empática ainda é primordial. As máquinas agilizam, mas não criam vínculos”, ressalta. Ele observa que, em setores como saúde e corporativo, a primeira impressão continua fortemente ligada ao contato humano.

Para manter esse diferencial, empresas têm ampliado programas de capacitação para recepcionistas, com foco não apenas em técnicas operacionais, mas também em habilidades como comunicação assertiva, inteligência emocional e gestão de conflitos. “Não se trata de resistir à automação, mas de saber integrá-la com inteligência. A tecnologia cuida do fluxo, da segurança e da agilidade. O profissional cuida da experiência, do acolhimento e do improviso, quando necessário”, explica.

Segundo Harrison, a percepção de valor por parte dos clientes é fortemente impactada pelo atendimento. “Os feedbacks mais frequentes estão ligados à educação, simpatia e eficiência dos recepcionistas. A tecnologia deve andar ao lado do humano, como suporte, não como substituto. E quem entender isso antes, sairá na frente”, conclui.

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