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Receita da Intel chega a US$ 14,26 bi no trimestre

Da redação
31 de janeiro de 2025
Fabricante de chips tem enfrentado uma demanda fraca por equipamentos de data center, ao mesmo tempo em que investidores aguardam um novo CEO

A Intel reportou seus resultados do trimestre encerrado em dezembro. A receita da companhia caiu 7% em relação ao ano anterior, para US$ 14,26 bilhões, acima das estimativas de US$ 13,81 bilhões. A fabricante de chips tem enfrentado uma demanda fraca pelos seus equipamentos de data center, ao mesmo tempo em que os investidores aguardam um novo presidente-executivo para a companhia.

A empresa projeta uma receita de US$ 11,7 bilhões a US$ 12,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, ante estimativa média dos analistas de 12,87 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG. A previsão de demanda mais lenta foi atribuída à “sazonalidade normal” e a possíveis tarifas do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, declarou em entrevista David Zinsner, CEO interino e diretor financeiro da companhia. Zinsner afirmou que o objetivo da empresa é garantir que as despesas operacionais fiquem em cerca de US$ 17,5 bilhões em 2025.

As ações da Intel, sediada em Santa Clara, na Califórnia, subiam mais de 1,9% no pós-mercado dos Estados Unidos, em negociações voláteis. Em 2024, os papéis caíram cerca de 60%. Enquanto a companhia passa por uma transição histórica e tenta se recuperar de um de seus períodos mais difíceis, também tem lutado para aproveitar o boom dos investimentos em chips avançados para IA – um mercado dominado pela Nvidia.

Em base ajustada e por ação, a Intel previu que alcançaria o break-even no trimestre atual. Analistas esperam lucro ajustado de US$ 0,9 por ação.

A empresa está investindo para se tornar uma fabricante contratada de chips para outras empresas, o que tem gerado preocupação entre alguns investidores sobre a pressão sobre seu fluxo de caixa. O ex-presidente-executivo Pat Gelsinger foi demitido no mês passado, deixando dois CEOs interinos à frente da empresa e uma estratégia de recuperação incerta.

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