A montadora registrou um prejuízo de cerca de € 400 milhões no primeiro semestre devido às tarifas dos EUA
A Porsche revisou para baixo suas metas de rentabilidade em 2025, após sofrer um impacto de cerca de € 400 milhões no primeiro semestre devido às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos a veículos importados. A fabricante alemã de carros de luxo decidiu não repassar os custos aos consumidores e agora se ajusta às novas condições do comércio internacional.
Com o recente acordo entre União Europeia e Estados Unidos, que reduziu a tarifa base para 15% na maioria das exportações, incluindo automóveis, a montadora informou nesta quarta-feira (30) que reduzirá sua projeção de retorno sobre as vendas para uma faixa entre 5% e 7% (antes, 6,5% a 8,5%) e da margem de fluxo de caixa líquido automotivo para 3% a 5% (antes, 4% a 6%).
“Continuamos a enfrentar desafios significativos em todo o mundo. E esta não é uma tempestade que vai passar. O mundo está mudando drasticamente”, afirmou o CEO Oliver Blume.
Apesar da revisão, a previsão de receita anual foi mantida entre € 37 bilhões e € 38 bilhões. As ações da empresa subiam mais de 2,6% nesta manhã na Bolsa de Frankfurt, com o mercado reagindo positivamente aos resultados do semestre, que superaram expectativas em métricas como vendas, lucro operacional e fluxo de caixa.
A Porsche também enfrenta outros obstáculos, como a desaceleração do mercado de veículos elétricos e a forte concorrência na China. Em resposta, já anunciou planos para cortar cerca de 3,9 mil empregos até 2029. A expectativa da direção é de recuperação apenas a partir de 2026.
