Redeterminação ajusta fatias de Petrobras, Shell, Petrogal e PPSA e prevê compensações financeiras entre as empresas
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (1º) que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou o aditivo ao Acordo de Individualização da Produção (AIP) da Jazida Compartilhada de Tupi, na Bacia de Santos. A decisão redefiniu as participações das empresas envolvidas no projeto.
A jazida engloba o contrato BM-S-11 — que inclui o campo de Tupi e é operado pela Petrobras, com participação de 65%, ao lado de Shell (25%) e Petrogal (10%) — além do Bloco Sul de Tupi, onde a Petrobras detém 100%, e da área não contratada, pertencente à União e representada pela PPSA.
Com a redeterminação, a fatia da Petrobras na jazida sobe de 67,216% para 67,457%. Houve ajustes também nas participações das demais partes:
- Shell Brasil: de 23,024% para 22,650%
- Petrogal Brasil: de 9,209% para 9,060%
- PPSA: de 0,551% para 0,833%
A atualização das participações exige compensações financeiras entre as empresas, conforme os Acordos de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV). Segundo a Petrobras, os valores a receber serão registrados no balanço do quarto trimestre e devem entrar no caixa no primeiro trimestre de 2026.
O Acordo de Individualização da Produção de Tupi não inclui a jazida de Iracema, que mantém a mesma composição do consórcio BM-S-11. O aditivo aprovado entra em vigor imediatamente.
