Negociação pode criar gigante do entretenimento, mas depende de injeção árabe em meio a desafios regulatórios
A Paramount está em tratativas avançadas para captar até US$ 24 bilhões de fundos soberanos do Oriente Médio, com o objetivo de financiar a aquisição da Warner. A estratégia visa superar obstáculos regulatórios nos Estados Unidos e formar um colosso do streaming e conteúdo, avaliado em mais de US$ 50 bilhões combinados. Fontes próximas às negociações indicam que investidores de Abu Dhabi e Arábia Saudita mostram interesse, atraídos pelo potencial de crescimento no setor de mídia.
A fusão Paramount-Warner surge em um momento de consolidação no mercado global de entretenimento, pressionado pela concorrência de plataformas como Netflix e Disney+. Juntas, as empresas controlam ativos icônicos como CBS, MTV, HBO e CNN, com receitas anuais superiores a US$ 40 bilhões. No entanto, analistas alertam para riscos antitruste, especialmente após o bloqueio de deals semelhantes pelo Departamento de Justiça americano.
Fundos do Golfo, como o PIF saudita e o Mubadala dos Emirados Árabes, já investem bilhões em Hollywood, com stakes em estúdios e tech. Essa injeção poderia diluir o controle acionário dos fundadores, mas aceleraria sinergias em produção e distribuição. O negócio, se concretizado, impulsionaria o setor de M&A em mídia, sinalizando otimismo com o streaming apesar da desaceleração recente.
