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Obsessão proteica faz resíduo virar lucro nos EUA

Da redação
1 de agosto de 2025
Antes um passivo ambiental, soro virou peça-chave em suplementos consumidos por usuários de canetas emagrecedoras e fisiculturistas. Para queijarias o surgimento do novo ativo é salvador, mostra NYT

Durante décadas, o soro do leite, subproduto líquido da fabricação de queijo, era considerado um resíduo incômodo e frequentemente descartado pelas queijarias. Hoje, ele é um dos ingredientes mais valorizados da indústria de suplementos, impulsionado pela crescente demanda por proteína nos Estados Unidos.

Em reportagem publicada pelo New York Times, o jornalista Kevin Draper mostra como essa mudança está transformando negócios familiares, como a Nasonville Dairy, localizada em Wisconsin. A empresa, que produz cerca de 70 toneladas de queijo por dia, vê no soro sua principal fonte de lucro atualmente, deixando em segundo plano os tradicionais blocos de cheddar que sempre foram seu carro-chefe.

“Devíamos agradecer às pessoas que compram whey protein no Aldi”, afirmou Ken Heiman, mestre queijeiro e CEO da Nasonville. “É isso que mantém a conta de luz paga.”

A cultura americana de consumo elevado de proteína, intensificada pelo uso de medicamentos como o Ozempic, que reduz o apetite e exige dietas ricas em proteína, ajudou a alavancar o valor do whey protein. Hoje, ele está presente em academias, dietas e nas prateleiras de supermercados por todo o país.

O que antes era um desafio ambiental para os produtores de queijo se transformou em uma commodity estratégica. Na Nasonville, o soro deixou de ser um mero subproduto e passou a ser o centro de uma nova fase do negócio. Essa tendência acompanha uma transformação mais ampla em toda a indústria de laticínios dos Estados Unidos que em breve pode chegar ao Brasil.

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