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O que prevê a estratégia do Carrefour até 2030

Da redação
18 de fevereiro de 2026

Grupo planeja corte de custos de 1 bi de euros anuais, expansão no Brasil e foco em lucratividade com IA e tecnologia

O Carrefour anunciou um novo plano estratégico até 2030, sob liderança de Alexandre Bompard, com foco radical em crescimento e rentabilidade em mercados chave como França, Espanha e Brasil. A empresa mira reduzir custos em 1 bilhão de euros por ano, compensando eventuais quedas de preços com aceleração de franquias na França e maior uso de inteligência artificial, dados e tecnologia. A margem operacional deve subir de 2,6% em 2025 para 3,5% em 2030, com fluxo de caixa livre acumulado de 5 bilhões de euros entre 2026 e 2028.

No Brasil, o plano prevê ganho de market share para 20% até 2030, com abertura de mais 70 lojas Atacadão, totalizando 455 unidades, e duplicação do GMV do e-commerce dessa bandeira. O grupo lançará a marca própria Bulnez, com 500 itens nos Atacadões até 2028, além de investimentos em modernização de lojas e inovações tecnológicas. Esses movimentos visam consolidar a posição no país, apesar de desafios como fraco consumo.

Globalmente, o Carrefour planeja capex anual de 1,8 bilhão de euros em 2026, crescendo para 2 bilhões até 2030, priorizando expansão e eficiência. A companhia segue vendendo ativos não essenciais, como operações na Itália e Romênia, e fechou o capital da unidade brasileira para otimizar estrutura. Na França, busca 25% de market share; na Espanha, a segunda posição.

O plano surge em meio a margens pressionadas desde a pandemia e ações 29% abaixo do pico de 2017, com meta de 25 pontos-base na margem em 2026 ante 2025.

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