Líderes empresariais demonstram preferência por parcerias estratégicas em vez de fusões e aquisições
Os CEOs brasileiros estão ajustando suas estratégias de investimento em meio a um ambiente global marcado por maior volatilidade e riscos geopolíticos. Segundo pesquisa da EY-Parthenon, nos últimos 12 meses, 8% interromperam projetos, 32% adiaram planos e 40% aceleraram iniciativas estratégicas, mostrando que, mesmo diante das incertezas, há espaço para expansão.
Além disso, 18% decidiram sair de determinados mercados e 20% entraram em novos territórios, enquanto 30% dos ativos foram realocados e 20% das empresas mudaram fornecedores para outras regiões.
A gestão de custos aparece como um dos principais desafios para os próximos anos. Para 2026, 34% das empresas projetam aumento significativo nos custos operacionais e 46% esperam alta moderada, com apenas 14% prevendo estabilidade.
Nesse cenário, os investimentos seguem concentrados no Brasil e na América do Norte, com destaque para México, Estados Unidos, Argentina e Canadá.
Os líderes empresariais demonstram preferência por parcerias estratégicas em vez de fusões e aquisições. Nos próximos 12 meses, 82% planejam joint ventures ou alianças, enquanto 40% consideram M&A e apenas 8% avaliam desinvestimentos ou IPOs.
As aquisições são vistas como forma de ampliar engajamento e retenção de talentos, enquanto os desinvestimentos aparecem como alternativa para reduzir custos e otimizar operações.
Iniciativas de digitalização, inovação de produtos e reimaginação de modelos de negócio também ganham espaço nas estratégias.
