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O boom das canetas emagrecedoras em números no Brasil

Lucas Andrade
6 de abril de 2026
O uso das chamadas canetas emagrecedoras já se consolidou como um fenômeno nacional e começa a impactar diretamente os hábitos de consumo e alimentação das famílias brasileiras

Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que um em cada três domicílios declara ter um morador que utiliza ou já utilizou esses medicamentos, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy.

O crescimento é acelerado: em 2025, 26% dos lares relatavam uso, e em fevereiro de 2026 o índice saltou para 33%.

A familiaridade com o tema é ampla. Apenas 6% dos brasileiros dizem nunca ter ouvido falar das canetas, enquanto 60% afirmam conhecer alguém que já utilizou.

Entre os entrevistados, 24% já recorreram ao produto, sendo 11% usuários atuais. A experiência tende a ser bem avaliada: 78% dos que usaram recomendariam o medicamento e 90% dos ex-usuários gostariam de voltar a utilizá-lo.

O preço ainda é a principal barreira, mas há sinais de mudança. Três em cada quatro brasileiros acreditam que o acesso está se tornando mais fácil e 68% afirmam que valores mais baixos aumentariam a chance de uso.

Parte dos consumidores já busca alternativas: 40% adquiriram o produto sem receita, pela internet ou no exterior. O fenômeno também atravessa diferentes classes sociais, com maior presença nas classes AB (39%), mas já significativo nas CDE (30%).

Com a disseminação rápida, a perspectiva de maior acesso e a possibilidade de quebra de patentes, o mercado tende a crescer ainda mais nos próximos anos.

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