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Monte Capital compra Takoda e estreia no mercado de infraestrutura digital

Da redação
14 de junho de 2026
Gestora brasileira assume controle da operadora de data centers e prevê investimentos iniciais de R$ 2 bilhões para expansão da capacidade instalada

A Monte Capital assinou um acordo para adquirir integralmente a Takoda, multinacional brasileira especializada em data centers para clientes corporativos, provedores de tecnologia e hyperscalers. A operação, firmada com fundos assessorados pela Apax Partners, marca a entrada da gestora no segmento de infraestrutura digital, considerado um dos mercados mais promissores diante do avanço da inteligência artificial, da computação em nuvem e da crescente demanda por armazenamento e processamento de dados.

Com a transação, a Monte Capital amplia seu portfólio de investimentos, hoje concentrado em setores como rodovias, aeroportos, saneamento e portos. A gestora administra aproximadamente R$ 2 bilhões em ativos e vê os data centers como uma infraestrutura crítica para a próxima etapa da transformação digital da economia. “Os data centers se tornaram ativos críticos para a economia digital, e a Takoda reúne atributos muito relevantes para capturar esse movimento”, afirmou Fábio Bonini, senior partner e CEO da Monte Capital.

A aquisição abre uma nova fase de crescimento para a Takoda, que registrou faturamento anual em torno de R$ 240 milhões e projeta expansão relevante nos próximos anos. Segundo a empresa, a primeira etapa de novos projetos já em andamento prevê investimentos de R$ 2 bilhões, com empreendimentos em Sumaré (SP) e no Rio de Janeiro. Atualmente, a companhia opera quatro data centers com capacidade instalada de cerca de 14 MW e planeja adicionar mais 160 MW entre os dois novos complexos.

De acordo com Eduardo Sodero, CEO da Takoda, a chegada da Monte Capital deve acelerar a expansão da empresa sem alterar seus pilares operacionais. “Nosso objetivo é acelerar o crescimento da companhia, preservando os atributos que construíram sua reputação no mercado: excelência operacional, proximidade com os clientes e capacidade de execução”, disse o executivo.

O negócio ocorre em um momento de forte crescimento do mercado brasileiro de data centers, impulsionado pela adoção de inteligência artificial, expansão dos serviços em nuvem e digitalização de setores estratégicos da economia. O fechamento da operação ainda depende do cumprimento de condições usuais para esse tipo de transação, incluindo aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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