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Mondelez supera US$ 38 bi, mas margens caem

Da redação
4 de fevereiro de 2026
Reajustes de preços sustentaram crescimento, enquanto margens foram pressionadas; empresa aposta em retomada de volumes e estabilização do insumo para recuperar rentabilidade em 2026

A Mondelēz International encerrou 2025 com receita líquida de US$ 38,5 bilhões, alta de 5,8%, impulsionada principalmente por reajustes de preços. Apesar do avanço nas vendas, a companhia viu a rentabilidade encolher e o lucro cair diante da disparada nos custos do cacau, segundo resultados divulgados nesta terça-feira (3).

O crescimento orgânico foi de 4,3%, sustentado pelo aumento de preços, enquanto o volume vendido recuou, sinalizando que a expansão veio mais de repasses do que de ganho de demanda.

A pressão dos custos impactou diretamente as margens. A margem bruta fechou o ano em 28,4%, queda de 10,7 pontos percentuais na comparação anual. Já o lucro por ação (EPS) diluído caiu 44,7%, para US$ 1,89.

No quarto trimestre, o cenário se repetiu: a receita líquida somou US$ 10,5 bilhões, alta de 9,3%, com crescimento orgânico de 5,1%, novamente puxado por reajustes. Ainda assim, a margem bruta ficou em 28,2%, queda de 10,4 pontos, e o EPS diluído recuou 60,8%, para US$ 0,51.

Por região, a Europa liderou o desempenho no trimestre, com receita de US$ 4,4 bilhões, avanço de 17,3%. Na América do Norte, houve recuo de 0,6%, refletindo a queda nos volumes.

Em comunicado, o CEO Dirk Van de Put afirmou que a companhia entra em 2026 com foco em recuperar volumes, investir em marcas e acelerar ganhos de eficiência. “Estamos entrando em 2026 focados em voltar a crescer em volume, investir em nossas marcas e capacidades e gerar alavancagem operacional, juntamente com a estabilização dos custos do cacau”, disse.

A empresa gerou US$ 4,5 bilhões em caixa nas operações e reportou free cash flow de US$ 3,2 bilhões em 2025. O retorno aos acionistas, somando dividendos e recompras, foi de US$ 4,9 bilhões.

Para 2026, a Mondelēz projeta crescimento orgânico entre 0% e 2% e avanço de 0% a 5% no lucro ajustado por ação, além de geração de caixa livre próxima de US$ 3 bilhões. A companhia também reconhece que o ano seguirá marcado pela volatilidade de custos e commodities, mas aposta na estabilização do cacau para sustentar uma retomada gradual de rentabilidade

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