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Metrô de SP abre concessão da Rodoviária da Barra Funda

Da redação
10 de junho de 2025
Contrato terá duração de 15 anos e prevê investimento mínimo de R$ 84,8 milhões; licitação está marcada para 12 de agosto e atrai interesse de grandes operadores do setor

O Metrô de São Paulo lança nesta terça-feira (10) o edital de concessão do Terminal Rodoviário da Barra Funda, um dos mais movimentados do país. A nova operação terá duração de 15 anos e será licitada no dia 12 de agosto, por meio de pregão eletrônico. O vencedor da concorrência será o grupo que oferecer o maior valor de outorga ao governo estadual.

O valor mínimo estipulado para a outorga inicial é de R$ 42,5 milhões, com pagamento dividido entre a assinatura do contrato (30%) e o início da operação (70%). Ao longo do contrato, o vencedor deverá ainda realizar pagamentos variáveis, totalizando pelo menos R$ 84,8 milhões durante todo o período de concessão.

Segundo a gerente de negócios do Metrô, Silvia Tomaselli Bresser, a expectativa é que o valor supere esse mínimo, já que há indícios de uma disputa acirrada. “Na pesquisa de mercado identificamos um mercado amplo, há possibilidade de oito concorrentes”, afirmou.

Atualmente, o terminal é administrado pela empresa privada Socicam, que mantém o contrato desde a inauguração do espaço, em 1989, por meio de regime de comodato, quando a empresa construiu o terminal em troca do direito de explorá-lo.

Além da Socicam, outros operadores do setor demonstraram interesse, como o grupo responsável pela gestão do terminal rodoviário de Belo Horizonte, a Terminais BH. As empresas, contudo, não se manifestaram oficialmente.

Com cerca de 3,2 milhões de passageiros por ano e 140 linhas operadas, a rodoviária da Barra Funda figura entre as dez maiores do país. O local integra conexões com Metrô, trens metropolitanos, ônibus urbanos e rodoviários — embora a concessão não envolva a área do Metrô.

O novo concessionário terá como responsabilidades a realização de melhorias no terminal, como instalação de escadas rolantes e elevadores para acessibilidade, reforma dos sanitários, modernização das coberturas, oferta de wi-fi gratuito e manutenção da infraestrutura. O Metrô não divulgará os valores estimados de investimentos e custos operacionais.

Em contrapartida, o operador poderá explorar comercialmente a área, por meio de lojas, praça de alimentação e outros serviços. Embora não haja ampliação da área locável, mudanças no perfil de uso estão previstas. “Uma tendência no mercado é a criação de salas VIP, para tentar competir com o transporte aéreo”, disse Bresser. Também está em estudo a instalação de pontos de carregamento para veículos elétricos e de um estacionamento.

A nova operação deverá começar até setembro de 2026, quando se encerra o contrato atual com a Socicam. “Precisamos garantir continuidade. É preciso que a empresa se estruture e que a transição seja realizada antes desse prazo”, concluiu a gerente.

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