PATROCINADORES

Meta busca desenvolvedores brasileiros para criar apps de óculos inteligentes

Da redação
21 de julho de 2026
Programa realizado em parceria com a UFG terá capacitação, maratona de ideias, hackathon presencial e prêmios de até US$ 3 mil

A Meta abriu inscrições para um programa voltado ao desenvolvimento de aplicativos para seus óculos inteligentes com inteligência artificial. A iniciativa é destinada a estudantes, pesquisadores e profissionais brasileiros interessados em criar novas soluções para o dispositivo.

Chamado de AI Glasses Brasil, o projeto é realizado em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA-UFG). As inscrições podem ser feitas até 30 de julho.

Os participantes poderão desenvolver aplicações que utilizem recursos como câmera, áudio, comandos de voz e inteligência artificial. Entre as áreas sugeridas estão acessibilidade, educação, saúde, turismo, produtividade e economia criativa.

O programa será dividido em diferentes etapas, começando por uma capacitação técnica online. Na sequência, os participantes passarão por uma maratona virtual de ideias, com palestras, workshops e mentorias.

As equipes selecionadas participarão de um hackathon presencial na sede da Meta, em São Paulo. A empresa ficará responsável pelos custos de transporte e hospedagem dos classificados para essa fase.

O projeto vencedor receberá US$ 3 mil, valor equivalente a aproximadamente R$ 15 mil. O segundo e o terceiro colocados serão premiados com US$ 2 mil e US$ 1 mil, respectivamente. Todos os integrantes das equipes vencedoras também ganharão um par de óculos inteligentes da Meta.

Empresa tenta ampliar ecossistema de aplicativos

Os óculos da Meta permitem fotografar, gravar vídeos, enviar imagens por aplicativos como o WhatsApp e realizar tarefas por comandos de voz. Alguns modelos também exibem informações nas lentes e reconhecem determinados gestos.

Apesar do avanço dos dispositivos, a oferta de aplicativos compatíveis ainda é limitada. Para estimular o desenvolvimento de novas funcionalidades, a companhia disponibilizou ferramentas específicas para programadores e passou a promover iniciativas em diferentes mercados.

A expansão, no entanto, ocorre em meio a questionamentos sobre privacidade e vigilância. Aplicações capazes de reconhecer rostos e buscar informações sobre pessoas filmadas, por exemplo, levantaram preocupações sobre o uso indevido das câmeras.

Também há discussões relacionadas ao armazenamento das imagens registradas pelos dispositivos e à possibilidade de utilização desses dados no treinamento de modelos de inteligência artificial.

A Meta adotou mecanismos para impedir gravações quando o LED indicador das câmeras é danificado ou bloqueado. O desafio da empresa será ampliar as funções dos óculos sem deixar de fortalecer a segurança e a proteção dos usuários.

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve