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Meta avalia reconhecimento facial em óculos Ray-Ban e Oakley

Da redação
15 de fevereiro de 2026
Projeto Name Tag pode impulsionar vendas, mas levanta alertas de privacidade em meio a polêmicas regulatórias

A Meta considera integrar tecnologia de reconhecimento facial aos seus óculos inteligentes Ray-Ban e Oakley, em um projeto interno chamado Name Tag. A funcionalidade permitiria que os dispositivos identificassem pessoas no campo de visão do usuário e exibissem informações contextuais via assistente de IA da empresa, como nomes e detalhes de perfis em redes sociais.

Fontes internas reveladas pelo The New York Times indicam que o CEO Mark Zuckerberg vê o recurso como diferencial competitivo para os wearables, desenvolvidos em parceria com a EssilorLuxottica. Inicialmente planejado para 2025, com testes em públicos como deficientes visuais, o lançamento foi adiado, mas segue em debate sobre escopo: limitar a contatos conhecidos ou estender a perfis públicos.

A companhia avalia um ambiente político dinâmico nos EUA como oportunidade para avançar, sugerindo que grupos de defesa da privacidade estariam distraídos. No entanto, a Meta adota tom cauteloso em comunicado oficial, afirmando analisar opções com cuidado antes de qualquer rollout comercial, apesar de demanda existente no mercado.

Para o setor de negócios, o recurso pode elevar o valor agregado dos óculos, já equipados com câmeras, displays e controles por gestos via pulseira Neural Band, com preços na faixa de US$ 800. Isso reforça a estratégia da Meta de expandir hardware vestível, competindo com Apple e Google em IA integrada, potencializando receitas de parcerias como a de US$ 3,5 bilhões na EssilorLuxottica.

Controvérsias cercam a iniciativa, após casos como estudantes de Harvard que usaram Ray-Ban Meta com ferramentas externas para identificar estranhos em 2024, gerando críticas. A Meta, que desativou reconhecimento facial no Facebook em 2021 e perdeu processo bilionário sobre marcações automáticas, enfrenta riscos regulatórios na UE e EUA, podendo impactar adoção corporativa e confiança de investidores.

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