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Mercado criativo ainda engatinha na IA

Da redação
14 de outubro de 2025
Levantamento da Montag School indica que menos de 2% dos profissionais têm domínio avançado da tecnologia; curiosidade é alta, mas aplicação prática segue limitada

Apesar da rápida disseminação das ferramentas de inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo, o setor criativo ainda lida com tropeços para integrar plenamente a tecnologia aos seus fluxos de trabalho. É o que aponta uma pesquisa da Montag School, escola especializada em capacitação em IA para profissionais de design, publicidade, branding e tecnologia.

O estudo, realizado entre maio e setembro de 2025 com 228 profissionais de 12 empresas, revela que falta o básico, o domínio técnico das ferramentas. Menos de 2% dos entrevistados afirmaram ter nível avançado de conhecimento, enquanto 86% se consideram iniciantes ou intermediários. Outros 12,7% nunca utilizaram IA diretamente ou de forma que fosse além da experimentação.

Entre as ferramentas mais citadas, o ChatGPT aparece como líder, mencionado por 87,7% dos respondentes. Na sequência estão Gemini (28,9%), Midjourney (18,4%), Adobe Firefly (16,3%), além de Visual Electric, Leonardo AI e Claude.

Curiosidade alta, fluência baixa

Os resultados mostram que o entusiasmo pela IA é evidente, mas há timidez. A maioria dos profissionais vê a tecnologia como aliada estratégica, especialmente para criação de conteúdo visual e textual, geração de ideias e otimização de tempo e processos. No entanto, os usos seguem pontuais, sem integração estruturada ao trabalho criativo.

O levantamento também revelou que o interesse em aprender vai além de simplesmente “saber usar” as plataformas. Há uma busca por aprimorar prompts, dominar ferramentas e melhorar a eficiência nos fluxos de criação.

Os insights qualitativos apontam ainda que há baixa fluência em vídeo, falta de referências práticas e uma demanda crescente por processos que conectem tecnologia e criatividade de forma orgânica.

“A pesquisa revela um cenário de curiosidade alta, base técnica ainda limitada e necessidade de referências práticas. Mais do que ensinar a operar ferramentas, é preciso mostrar como a IA se conecta ao fluxo criativo profissional”, afirma Bruno Deos, designer e fundador da Montag School.

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