Financeira do Magazine Luiza lança primeiro título de captação, com rentabilidade de até 104,5% do CDI, e projeta financiar integralmente sua carteira de crédito com recursos próprios até 2026
O MagaluPay SCFI, braço financeiro do Magazine Luiza, lançou seu primeiro Certificado de Depósito Bancário (CDB) e marcou o início de um novo ciclo estratégico focado na ampliação do funding próprio. O movimento foi celebrado com o toque da campainha da B3, em São Paulo, na terça-feira (14), em cerimônia que contou com a presença de executivos da companhia, incluindo Luiza Helena Trajano, Frederico Trajano e Jörg Friedemann, CEO da financeira.
Disponível desde março na plataforma da XP Investimentos e, mais recentemente, também na Toro Investimentos, o CDB oferece rentabilidade de 104,5% do CDI para aplicações de dois anos, 103% para um ano e 102,5% para seis meses. A distribuição deve ser ampliada para outras corretoras nos próximos meses.
A emissão faz parte da estratégia do MagaluPay de diversificar suas fontes de financiamento e reduzir o custo do crédito no varejo, especialmente no Crédito Direto ao Consumidor (CDC). A expectativa da companhia é financiar 100% do crescimento da carteira com recursos próprios até o fim de 2026, utilizando principalmente CDBs e Letras Financeiras.
Além das plataformas externas, o produto também será oferecido diretamente aos clientes por meio das “caixinhas” de investimento no aplicativo do MagaluPay, com liquidez diária. A proposta é integrar consumo e investimento dentro do ecossistema da companhia.
Criado a partir da licença concedida pelo Banco Central em fevereiro de 2025, o MagaluPay SCFI também recebeu seu primeiro rating de crédito. A Fitch classificou a financeira com nota ‘AA-(bra)’ em escala nacional de longo prazo, com perspectiva estável, indicando baixo risco de crédito.
Segundo Jörg Friedemann, o lançamento do CDB e a obtenção do rating representam um marco na consolidação da operação financeira do grupo. “Estamos ampliando nossas fontes de financiamento e desenvolvendo uma modelagem de crédito própria, o que deve trazer ganhos em diversificação, precificação e oferta de serviços”, afirmou.
Em termos operacionais, a participação da financeira na originação do CDC do Magalu cresceu de cerca de 10% em 2025 para aproximadamente 50% ao final de março de 2026. A expectativa é que esse percentual alcance 100% ainda no primeiro semestre. A carteira de crédito somava R$ 1,8 bilhão ao fim do ano passado, com alta de 15% em relação a 2024.
