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Lucro do BTG Pactual dispara 29% e atinge R$ 7,5 bi no semestre

Da redação
12 de agosto de 2025
Banco registrou forte captação líquida de R$ 59 bilhões entre abril e junho, alcançando R$ 2,15 trilhões de ativos sob gestão

O BTG Pactual reportou ao mercado nesta terça-feira (12) um retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 27,1% no segundo trimestre deste ano. A receita total alcançou R$ 8,3 bilhões, alta de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 4,2 bilhões entre abril e junho, avanço de 42% na comparação anual. Nos primeiros seis meses do ano, as receitas do BTG somaram R$ 15,1 bilhões, crescimento de 27% na comparação anual, e o lucro líquido ajustado foi de R$ 7,5 bilhões, avanço de 29% na mesma base de comparação. Os resultados, recordes históricos para o banco, foram impulsionados pela performance em todas as linhas de negócio somado ao contínuo ganho de alavancagem operacional.

O banco captou R$ 59 bilhões em Net New Money (NNM) no segundo trimestre de 2025 e atingiu a marca de R$ 2,15 trilhões em ativos sob gestão e administração, alta de 25% frente ao mesmo período de 2024. “Encerramos mais um trimestre com resultados expressivos, marcados por desempenhos recordes em praticamente todas as linhas de negócios e um ROAE excepcional de 27,1%. Esses números refletem nossa capacidade de geração de valor de forma consistente e a solidez do nosso modelo de negócios diversificado. Seguimos investindo na expansão e sofisticação de nossas plataformas, com foco contínuo em eficiência, disciplina de capital e na oferta completa de produtos e serviços aos nossos clientes”, afirmou Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

A área de Investment Banking apresentou receita recorde de R$ 782 milhões no trimestre, alta de 40,2% em relação ao mesmo período de 2024, com destaque para a atuação em fusões e aquisições (M&A) e desempenho sólido no mercado de dívida (DCM).

O segmento de Corporate Lending e Business Banking também alcançou receita recorde de R$ 2,1 bilhões no trimestre, crescimento de 37% no comparativo anual. O portfólio de crédito totalizou R$ 238 bilhões no trimestre, avanço de 22% no ano. Deste total, R$ 29 bilhões são referentes a empréstimos a pequenas e médias empresas, aumento de 22% em relação ao 2T24.

Sales and Trading reportou performance recorde, com receita de R$ 1,9 bilhão, resultado da expansão das franquias de clientes e da alocação eficiente de capital. O Value at Risk (VaR) médio no trimestre aumentou para 0,22%, mas mantendo um patamar ainda conservador.

A área de Asset Management atingiu R$ 1,1 trilhão em ativos sob gestão e administração, crescimento de 18% frente ao ano passado. A área registrou captação líquida (NNM) de R$ 28 bilhões no trimestre, mesmo diante de um cenário de resgate na indústria de fundos. As receitas, por sua vez, somaram R$ 624 milhões, avanço de 13,9% no comparativo anual.

Wealth Management e Personal Banking registrou mais um trimestre recorde, ancorado por entradas líquidas orgânicas robustas, com receita de R$ 1,2 bilhão, crescimento de 33,5% no ano. Os ativos sob gestão chegaram a R$ 1,1 trilhão, avanço de 32,2% na base anual, com captação líquida (NNM) de R$ 30,6 bilhões. Os indicadores de liquidez permanecem em níveis robustos. O índice de Basileia encerrou o trimestre em 16,2% e o índice de cobertura de liquidez (LCR) foi de 170,1%.

Aquisições

No segundo trimestre, o BTG Pactual anunciou a aquisição da JGP Wealth Management. A operação foi concluída em julho e vai adicionar no terceiro trimestre deste ano cerca de R$ 18 bilhões de ativos sob gestão e administração à carteira de Family Office, que já supera R$ 100 bilhões em WuM.

Outro anúncio realizado ao final de julho foi a aquisição da operação do HSBC no Uruguai por US$ 175 milhões. A transação inclui cinco agências e US$ 191 milhões em capital total e marca a entrada do BTG Pactual no mercado uruguaio, onde passará a atuar em varejo, crédito corporativo e PME, Investment Banking e Wealth Management. O movimento está em linha com a estratégia de expansão internacional do banco, com foco em atender o público latino-americano e atrair negócios para o continente. A conclusão da transação aguarda a obtenção de autorizações regulatórias e o cumprimento de condições precedentes.

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