Empresa lucrou US$ 558,3 milhões entre abril e junho; resultado foi impactado por gastos com programa interno e efeitos tributários não recorrentes
A Starbucks registrou lucro líquido de US$ 558,3 milhões no terceiro trimestre fiscal de 2025, o que representa uma queda de 47% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro por ação ajustado também caiu 46%, ficando em US$ 0,50.
Segundo a companhia, os resultados foram impactados por despesas pontuais com o programa de liderança “Leadership Experience 2025” e efeitos tributários não recorrentes, que juntos reduziram o lucro por ação em US$ 0,11.
Apesar da forte queda no lucro, a receita consolidada da empresa cresceu 4% no trimestre encerrado em 29 de junho, totalizando US$ 9,46 bilhões.
Na América do Norte, principal mercado da companhia, a receita avançou 2%, impulsionada pela abertura de novas lojas, chegando a US$ 6,9 bilhões. No entanto, o lucro operacional na região recuou 36%, para US$ 918,7 milhões, com a margem caindo de 21% para 13,3%. As vendas em mesmas lojas recuaram 2%, reflexo de uma queda de 3% no número de transações, parcialmente compensada por um aumento de 1% no tíquete médio.
No mercado internacional, a receita cresceu 9%, somando US$ 2 bilhões, apoiada pela valorização cambial e pela expansão da rede. Já o lucro operacional caiu 5%, para US$ 272,7 milhões, com a margem recuando para 13,6%.
O segmento de vendas fora das lojas, como supermercados (Channel Development), teve alta de 10% na receita, atingindo US$ 483,8 milhões. Ainda assim, o lucro operacional desse segmento caiu 7%, devido a custos maiores e alterações no mix de produtos.
Globalmente, as vendas em mesmas lojas caíram 2%. A Starbucks abriu 308 novas unidades no trimestre, alcançando um total de 41.097 lojas em operação, sendo 61% concentradas nos Estados Unidos e na China.
Apesar da queda nos lucros, a empresa manteve seu compromisso com os acionistas e declarou um dividendo de US$ 0,61 por ação, a ser pago em 29 de agosto — o 61º trimestre consecutivo com distribuição de dividendos.
“O trimestre refletiu desafios significativos, mas fizemos o trabalho difícil de criar uma base operacional mais sólida”, afirmou o CEO da empresa, Brian Niccol. “Estamos à frente do cronograma de nossa transformação e, em 2026, lançaremos uma onda de inovação para impulsionar o crescimento”, concluiu.
