A Latam e suas afiliadas no Chile, Peru, Colômbia, Equador e Estados Unidos divulgaram nesta terça-feira (26) que entraram com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos por conta dos impactos da pandemia do novo coronavírus. “Diante dos efeitos da Covid-19 no setor mundial de aviação, esse processo de reorganização oferece à Latam a oportunidade de trabalhar com os credores do grupo e outras partes interessadas para reduzir sua dívida, acessar novas fontes de financiamento e continuar operando, enquanto adapta seus negócios a essa nova realidade”, informou a companhia em comunicado. As unidades do grupo no Brasil, Argentina e Paraguai não estão envolvidas no processo de recuperação. A empresa registrou que, nessas regiões, está “em discussões com seus respectivos governos (…) para apoio na obtenção de financiamento adicional, na proteção de empregos sempre que possível e na minimização de disrupções nas operações”. “A Latam entrou na pandemia como um grupo de companhias aéreas saudável e lucrativo, mas circunstâncias excepcionais resultaram em um colapso na demanda global que não apenas levou a aviação a praticamente uma paralisação, mas também mudou o setor para o futuro próximo”, destacou Roberto Alvo, CEO da companhia. “Implementamos uma série de medidas difíceis para mitigar o impacto dessa disrupção sem precedentes no setor, mas, no fim das contas, esse caminho é a melhor opção para estabelecemos as bases certas para o futuro do nosso grupo de companhias aéreas. Estamos olhando adiante, para um futuro pós-Covid-19, e focados em transformar nosso grupo para que ele se adapte a uma nova e evolutiva maneira de voar, com a saúde e a segurança de seus passageiros e funcionários em primeiro lugar”, completou.
