Arranha-céu de 423 metros e 60 andares abrigará 10 mil funcionários e reflete aposta do banco no trabalho presencial
O JPMorgan Chase inaugurou nesta semana sua nova sede mundial, localizada na Park Avenue 270, em Manhattan. Com 423 metros de altura e 60 andares, o prédio é um dos mais altos de Nova York e custou cerca de US$ 3 bilhões. As obras, iniciadas em 2018, duraram sete anos.
A torre de aço e vidro abriga 230 mil metros quadrados e foi projetada para receber 10 mil funcionários do banco, além de oferecer estrutura completa: são 19 restaurantes, cafeterias, lojas, academia, consultório médico e até um pub inglês de uso exclusivo dos colaboradores. O edifício também conta com sistemas inteligentes de iluminação controlada por inteligência artificial e reservas próprias de energia e água.
A primeira leva de funcionários se mudou em agosto, e a expectativa é de que todos estejam instalados até o fim do ano. Os andares superiores, que abrigarão os escritórios executivos e um espaço de eventos no 57º andar — anunciado como o ponto comercial mais alto de Nova York — ainda estão em fase final de acabamento.
Símbolo de uma era pós-pandemia
A construção substitui a antiga sede do banco no mesmo endereço. O projeto foi desenhado por Norman Foster, do estúdio londrino Foster + Partners, responsável por ícones como a sede da Apple e a Hearst Tower. Segundo o CEO Jamie Dimon, a decisão de demolir o prédio antigo foi estratégica: “Era o melhor local da cidade, e queríamos construir exatamente o que imaginávamos”, afirmou ao Wall Street Journal.
Dimon, conhecido por sua postura contrária ao home office, idealizou o novo edifício como um símbolo do retorno ao trabalho presencial. O executivo tem afirmado publicamente que o modelo híbrido “não funciona” e que o convívio diário é essencial para inovação e agilidade.
Em fevereiro, uma petição interna com mais de mil assinaturas pedindo a volta do trabalho remoto foi rejeitada por ele. “Não me venha com essa de ‘trabalhar de casa na sexta-feira’. Você não precisa trabalhar no JPMorgan”, teria dito em reunião com funcionários.
