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JHSF acerta venda de R$ 4,6 bi em imóveis de luxo para investidores

Da redação
17 de setembro de 2025
Transação será feita por meio da constituição de um veículo de investimento pela companhia, possivelmente um fundo imobiliário

Proprietária de uma rede que inclui Fasano, Cidade Jardim e Fazenda Boa Vista, entre outros, a JHSF acertou a venda de um conjunto de imóveis avaliado em R$ 4,6 bilhões. O montante supera o valor de mercado da própria empresa na bolsa, que chegou a R$ 3,8 bilhões no fechamento do pregão desta terça-feira (16). A transação será feita por meio da constituição de um veículo de investimento pela companhia, possivelmente um fundo imobiliário. Esta será a maior oferta de um veículo destinado ao setor da construção, conforme ressaltou a companhia em comunicado ao mercado.

De acordo com a companhia, o negócio já conta com um acordo vinculante e garantia firme de colocação por parte dos bancos que vão oferecer o investimento aos clientes. Caso não haja demanda suficiente dos investidores, as instituições financeiras garantirão os R$ 4,7 bilhões, o que faz com que essa operação possa ser dada como certa após superadas as condições precedentes. A oferta deve ser lançada oficialmente nas próximas semanas.

A venda abrangeu um conjunto de imóveis que fazem parte do segmento de incorporação da JHSF, no qual a empresa compra o terreno, desenvolve os projetos, faz as obras e as vendas. O pacote inclui tanto imóveis prontos quanto aqueles que ainda serão construídos. Incluem apartamentos do residencial Reserva Cidade Jardim, que está sendo erguido na Marginal Tietê; apartamentos do São Paulo Surf Club, na mesma vizinhança; lotes do Complexo Boa Vista, em Porto Feliz (SP); e lotes da Fazenda Santa Helena, em Bragança Paulista (SP). O pacote deixou de fora os empreendimentos que a empresa classifica como ativos de renda recorrente, que são os imóveis geradores de faturamento contínuo, como shoppings, escritórios, aeroporto, restaurantes e hotéis.

Caso a transação seja concluída até o fim deste ano nesses moldes, os recursos vão entrar no caixa da JHSF no balanço do quarto trimestre e representarão uma grande injeção de liquidez. A empresa fechou o segundo trimestre com dívida bruta de R$ 5,5 bilhões e uma dívida líquida (descontando os recursos em caixa e contas a receber) de R$ 1,6 bilhão, o que representa 1,8 vez o seu lucro operacional – um patamar moderado de alavancagem. Com os R$ 4,7 bilhões, a empresa entrará em 2026 com mais dinheiro em caixa do que dívidas.

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