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Gol e Azul encerram negociações de fusão e rompem acordo de codeshare

Da redação
26 de setembro de 2025
Tratativas pararam em meio à recuperação judicial da Azul; acordo de compartilhamento de voos também foi encerrado, mas passagens já emitidas serão honradas

As companhias aéreas Gol e Azul anunciaram nesta quinta-feira (25) o fim das tratativas para uma possível fusão de operações. O Memorando de Entendimentos firmado em janeiro de 2025 entre a Azul e o Abra Group (holding que controla a Gol e a Avianca) perdeu validade, segundo fato relevante divulgado pela Azul.

O Abra afirmou que as conversas estavam paradas há meses devido ao foco da Azul em seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, via Chapter 11, utilizado para reestruturar dívidas e redesenhar a operação. Ainda assim, a holding reiterou acreditar no “mérito de uma combinação de negócios” no futuro e disse estar aberta a novas discussões.

Além da fusão, também foi encerrado o acordo de codeshare firmado em 2024, que permitia a venda cruzada de passagens entre as companhias. As empresas garantiram que todos os bilhetes já emitidos seguirão válidos.

Tentativas frustradas

As conversas entre Gol e Azul ganharam força durante a pandemia, em meio às dificuldades financeiras do setor. O cenário mudou com a retomada da demanda e a saída da Gol da recuperação judicial, concluída em junho deste ano. Representantes das duas empresas já haviam negado a existência de negociações em curso em audiência na Câmara dos Deputados.

Pressão regulatória

Enquanto a fusão esfria, o setor aéreo enfrenta pressão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão investiga suspeitas de combinação de preços entre Gol, Azul e Latam. Segundo o presidente do Cade, há sinais de redução de rivalidade no mercado, com mais passageiros, mas menos voos disponíveis.

Nota do Abra Group

“O grupo Abra, controlador indireto da Gol Linhas Aéreas anunciou, nesta quinta-feira (25), o fim do acordo de compartilhamento de voos (codeshare) com a Azul Linhas Aéreas, firmado em maio de 2024. A parceria visava ampliar a conectividade no mercado doméstico.
 

O Ministério de Portos e Aeroportos destaca que o setor aéreo brasileiro continua em crescimento, com aumento na demanda por voos nacionais e internacionais, o que representa um número cada vez maior de passageiros voando pelo país.
 

A Gol concluiu recentemente seu processo de reestruturação internacional (Chapter 11) e segue em expansão. A Azul também está em fase de reorganização.
 

O MPor acompanha a decisão e reforça que o país continuará contando com três grandes companhias aéreas (Gol, Azul e Latam), o que garante competitividade e mais opções para os passageiros.”

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