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Exame: Jovem brasileiro cria negócio milionário com IA

Da redação
29 de dezembro de 2025
Gabriel Albuquerque criou a Loomi em uma universidade do Recife e atende Sem Parar, Eurofarma e Basf

No Recife, uma empresa de tecnologia comandada pela Geração Z já fecha parceria com gigantes. Criada em 2020, a Loomi atende 84 clientes no Brasil, Europa e EUA, incluindo marcas como Basf, Bayer, Neoenergia, Sem Parar, Eurofarma e Ipiranga.

O faturamento da Loomi foi de R$ 6,5 milhões de reais em 2023 para R$ 8,6 milhões em 2024, um crescimento de 34%. O resultado garantiu a 109ª posição na categoria de 5 a 30 milhões de reais no ranking EXAME Negócios em Expansão 2025.

A história da Loomi

Por trás da empresa estão, em sua maioria, ex-alunos da Universidade Federal de Pernambuco. A UFPE complementa o polo tecnológico que é o Recife e existe há tanto tempo quanto a USP – desde 1827.  Atualmente, a universidade pública tem parcerias com empresas importantes do segmento de tecnologia, como a Motorola, e já ajudou no nascimento de 120 startups, incluindo a empresa de cibersegurança Tempest.

Hoje, a Loomi fica no Porto Digital, hub de inovação localizado no Recife Antigo que abriga por volta de 400 empresas. A startup tem 107 funcionários. Segundo o CEO, Gabriel Albuquerque, a média de idade na empresa é de 24 anos. Ele mesmo tem 27, mas abriu a empresa aos 22.

Agora, a próxima fase da Loomi será focada em crescimento estratégico. “Queremos trazer especialistas que possam agregar em áreas muito específicas”, diz o CEO.

Na Loomi, a busca por inovação não está restrita apenas ao uso de tecnologia. Ela também se reflete na forma como os funcionários são tratados e no espaço que têm para criar e desenvolver suas ideias.

A empresa aposta em um modelo de gestão horizontal, que favorece a comunicação direta e o protagonismo dos jovens em projetos importantes.

Isso se traduz em uma equipe engajada, motivada por desafios reais e pela oportunidade de construir ferramentas que impactam diretamente as empresas com as quais a Loomi se relaciona. “Nós nunca fazemos algo sem entender o porquê daquilo – acho que isso é um traço da Geração Z”, diz o jovem executivo. 

Qual o diferencial?

A ‘busca pelo motivo’ é algo evidente no processo de trabalho da Loomi. A aceleradora trabalha com foco em duas linhas: IA generativa (chatbots como o ChatGPT) e IA preditiva (previsões com dados para otimizar o dia a dia de uma fábrica, por exemplo), mas não oferece nada antes de entender profundamente a situação daquela empresa. 

Um exemplo está no trabalho desenvolvido para a Copastur, de viagens corporativas. A partir de um diagnóstico profundo, a Loomi desenvolveu uma plataforma que acompanha o viajante corporativo em todas as etapas da jornada – do planejamento ao pós-viagem – oferecendo recomendações inteligentes e automatizadas com base em dados comportamentais.

A plataforma foi desenvolvida com o Olli, produto enterprise da Loomi voltado à criação de agentes de IA. O Olli atua como um acelerador para o desenvolvimento de projetos complexos, permitindo que empresas construam ecossistemas inteligentes.

Em outro projeto, a Loomi colaborou com a Mondelez no desenvolvimento de uma inteligência artificial preditiva capaz de estimar as vendas do chocolate Bis por canal e por dia, com 90% de acurácia.

“Entendemos que todo o produto tem um usuário, então, quanto mais próximo do humano que vai estar utilizando aquilo, melhor”, diz o CEO.

*Matéria foi publicada originalmente em outubro de 2025

Por Laura Pancini

Publicado originalmente em: cutt.ly/ptfFeOJH

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