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Exame: empreendedora cria agência de viagens com “match” por afinidade

Da redação
16 de dezembro de 2022
Com foco em atendimento exclusivo e integração do grupo, Single Trips aumentou faturamento em 250% após a pandemia

Viajar sem companhia pode parecer uma experiência desafiadora. Que o diga a fisioterapeuta Renata Guedes, que depois do fim de um relacionamento longo, recheado de viagens incríveis, descobriu que percorrer o mundo sozinha podia ser mais custoso, difícil e, dependendo do destino, até mais perigoso.

Mas o que poderia ser um problema, se tornou uma oportunidade de negócio. Durante uma viagem para Holanda, Renata conheceu seu atual marido, que na época trabalhava na área de turismo. 

A união de almas acabou virando parceria nos negócios. Juntos, criaram a Single Trips, uma agência de viagens para solteiros capaz de resolver não só de resolver as “dores” de quem viaja sozinho, como servir como ferramenta para conectar pessoas. “Entendemos a viagem como um meio. Nosso propósito é reunir pessoas que amam viajar, e que essas viagens sejam transformadoras na vida delas”, diz Renata. 

Como funciona a Single Trips?

Atualmente, 95% dos clientes da Single Trips são mulheres. Além da experiência personalizada – a agência aplica um teste de perfil para compatibilizar o grupo – os viajantes são acompanhados por um guia local e por um assistente fulltime. Quem opta por dividir quartos acaba barateando o custo da viagem.

“Trabalhamos com grupos pequenos, de até 15 pessoas, e fazemos essa ‘compatibilidade de almas’ a partir de um questionário que leva em conta até se a pessoa gosta de ar-condicionado ligado, por exemplo, ou se dorme com alguma luz acesa. A ideia é baratear o custo, mas sem onerar o conforto e a liberdade de cada um”.

Há oito anos no mercado, a Single Trips promove cerca de 100 viagens em grupo por ano, reunindo em torno de 1.500 clientes. “Não estamos vendendo viagens; estamos transformando vidas”, diz Renata. Segundo ela, muitas das mulheres que escolhem a agência são mais velhas, separadas ou têm maridos que não gostam de viajar, mas querem conhecer o mundo de forma segura e divertida.

Com o fechamento de fronteiras e as restrições sanitárias, Renata viu nesse momento de crise uma oportunidade para estruturar a empresa – e voltar com força. Ela aprofundou os conhecimentos em marketing para planejar boas estratégias, fez cursos e mentoria para fortalecer a marca e, com a retomada, viu o faturamento crescer 250% em relação ao período que antecedeu o isolamento. 

“Não é só devido à demanda reprimida, mas com uma marca forte e o setor de marketing estruturado, conseguimos mostrar nosso diferencial, mudamos nosso mindset”, conta Renata.

Para ela, a agência é só uma extensão do seu propósito quando se formou na área de saúde. “A essência é a mesma: ajudar as pessoas. Eu parti da minha dor, da minha situação para pensar que muito mais gente estava passando por aquilo e precisavam de uma solução. Hoje permito que essas mulheres viajem e se transformem.”

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Por Redação

Publicado originalmente em: bit.ly/3WlvGjT

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