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Exame: edtech EBAC Online recebe US$ 11 mi de private equity da Rússia

Escola Britânica de Artes Criativas & Tecnologia Online tem 20 mil alunos em cursos que vão de design a programação e recebeu aporte liderado pela Baring Vostok Capital Partners

O setor de educação tem sido um dos principais destinos do crescente volume de investimento em startups no país. A mais nova captação vem da edtech EBAC Online, que acaba de fechar um aporte de 11 milhões de dólares (cerca de 60 milhões de reais ao câmbio da quarta-feira, dia 8) em uma rodada Series A liderada pela Baring Vostok Capital Partners, um dos principais investidores de private equity da Rússia.

A rodada foi acompanhada pelos investidores Begin Capital, AngelsDeck e Sergey Solonin, que já haviam aportado 1,5 milhão em rodada anterior, em janeiro de 2020.

A EBAC Online, sigla para Escola Britânica de Artes Criativas & Tecnologia Online, foi lançada há pouco mais de um ano e oferece cerca de 80 cursos online de artes criativas e tecnologia (em especializações como design, marketing e programação) para mais de 20.000 alunos. A receita mensal supera 6 milhões de reais por mês.

“A educação online se tornará predominante na qualificação, na requalificação e no incremento da qualificação profissional, porque é mais eficiente e acessível. A EBAC Online fornece as habilidades profissionais exigidas pela era digital”, afirma Rafael Steinhauser, presidente e um dos sócios-fundadores da EBAC Online.

Os demais sócios-fundadores são os empreendedores russos Andrey Anishchenko (cofundador da Skillbox, uma plataforma de educação digital também em design, marketing, programação, gestão e negócios) e Alexander Avramov (cofundador da British Higher School of Art and Design e da Universal University Moscow).

Steinhauser e Avramov são sócios também da EBAC presencial, lançada em 2016 com sede na Vila Madalena, em São Paulo. As duas instituições são empresas distintas.

Segundo os fundadores da EBAC Online, os recursos levantados serão destinados à ampliação do número de programas de formação, na qualidade da experiência educacional e na expansão para outros países da América Latina.

“Nossa tarefa é construir a empresa nº 1 da América Latina no campo da educação profissional continuada. A população da região é de 600 milhões de pessoas e vemos a EBAC como uma empresa com faturamento superior a US$ 100 milhões por ano em cinco anos”, afirmou Andrey Anishchenko.

Steinhauser é também sócio e presidente da Alpha Capital, empresa que concluiu em fevereiro deste ano o primeiro IPO de um SPAC voltado a empresas de tecnologia no país.

A empresa de aquisição de propósito específico (SPAC na sigla em inglês) que levantou os recursos vai utilizá-los em até 24 meses (contados desde o IPO) para investir em uma companhia de tecnologia do Brasil ou de outros países da América Latina. Com a fusão ou aquisição da fatia, essa empresa se tornará pública, com capital aberto na Nasdaq.

Steinhauser é um experiente investidor do setor de tecnologia: foi presidente da Qualcomm para a América Latina ao longo da última década, até julho do ano passado. E tem mais de 35 anos de experiência no mundo corporativo na área de tecnologia, tendo sido também presidente da Nortel Networks e da Cisco Systems no Brasil.

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Por Marcelo Sakate

Publicado em: cutt.ly/UWKRAI8

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