Com traços lúdicos e estética acolhedora, livretos conquistam leitores de todas as idades
Em apenas sete meses no Brasil, os livros para colorir da marca Bobbie Goods se transformaram em um fenômeno editorial. Desde o lançamento oficial em janeiro pela HarperCollins, a coleção já superou a marca de 2,5 milhões de exemplares vendidos, impulsionada por vídeos virais no TikTok que mostram técnicas e estilos criativos de pintura.
Com traços simples e acolhedores, as quatro edições retratam o cotidiano de animais como ursos e cachorros em cenas lúdicas. Cada exemplar reúne 20 desenhos e é vendido por valores entre R$ 20 e R$ 28. A proposta caiu no gosto dos brasileiros e domina atualmente a lista dos mais vendidos da Amazon.
Boa parte do sucesso pode ser atribuída ao TikTok. O perfil oficial da marca já acumula vídeos com dezenas de milhões de visualizações. Um deles, com apenas um minuto de duração, ultrapassou a marca de 25 milhões de visualizações.
A rápida escalada de vendas no país impressiona. Em maio, a coleção alcançou 1 milhão de exemplares vendidos. Um mês depois, já eram 2 milhões. Na Amazon, as vendas cresceram 271% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores.
Durante a Bienal do Livro do Rio deste ano, os livros da marca Bobbie Goods lideraram as vendas da editora HarperCollins.
Marcas entram na moda
De olho na tendência, marcas e instituições também passaram a surfar a onda da “estética Bobbie”. O Burger King lançou uma campanha promocional em parceria com a editora e a Faber-Castell: quem comprava um combo em lojas selecionadas ganhava uma edição do livro.
O Boticário criou sua própria versão inspirada na estética da marca, com personagens da linha “Cuide-se Bem”. Até o Ministério do Turismo aderiu à tendência com o Turismo Goods, um livreto gratuito para colorir com paisagens brasileiras como os Lençóis Maranhenses e Brasília.
Apesar do ineditismo do formato nas redes sociais, não é a primeira vez que um livro para colorir ganha projeção nacional. Em 2013, Jardim Secreto, da escocesa Johanna Basford, também se tornou um best-seller no Brasil. Na época, o formato era outro: um volume maior, com 96 páginas e ilustrações detalhadas, que priorizavam lápis de cor no lugar de canetas coloridas.
Seja pela nostalgia, pela estética ou pelo desejo crescente de pausas criativas no dia a dia, a febre dos livros para colorir volta a mostrar sua força.
Por Redação
