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Estudo da EY aponta as prioridades das empresas brasileiras na retomada

A EY apresentou os resultados da 23ª edição do Global Capital Confidence Barometer, um estudo produzido regularmente com executivos de grandes empresas em todo o mundo e que tem como objetivo medir a confiança em relação às perspectivas na economia, identificar tendências e práticas, além de analisar de que maneira as empresas podem se preparar para o futuro.

A edição atual da pesquisa, feita entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021, mostrou que globalmente, mesmo com a receita e o lucro tendo sido atingidos (88% e 92%, respectivamente), as companhias sentem-se satisfeitas frente o desempenho durante a pandemia, mas reconhecem a necessidade de continuar investindo em busca da recuperação. Em meio à crise, 63% das firmas planejam uma estratégia voltada à revisão de portfólio, com foco no investimento em recursos digitais e de tecnologia centrados no cliente. A sondagem identificou que as fusões e as aquisições se mostram como a opção estratégica preferida para 49% nos próximos 12 meses, visto que as empresas buscam acelerar o crescimento pós-pandemia.

No Brasil, os executivos entrevistados também se mostram receptivos à estratégia voltada a fusões e aquisições, mantendo o foco na transformação digital e visando melhores margens de lucro. Porém, por terem sido fortemente atingidos durante a crise sanitária, os líderes permanecem cautelosos, apesar do aumento da atividade econômica observada no início de 2021, e por isso acham que a recuperação levará mais tempo.

O estudo apontou que, para 86% desses executivos, houve queda significativa nas receitas e na lucratividade das empresas em meio à pandemia, como consequência da paralisação da economia no país. Com uma segunda onda do vírus se espalhando de forma contundente, a pandemia ainda é vista como sendo o maior risco para a retomada dos negócios.

Em relação à recuperação econômica, apenas 17% (contra 46% em nível global) esperam ver as receitas voltando aos níveis anteriores à pandemia ainda em 2021. Outros 52% acreditam que isso só será possível a partir de 2022. Quanto à lucratividade, os executivos brasileiros creem que ela será possível em 2022 (28%) ou 2023 (38%).

Considerando os investimentos necessários para ajudar na retomada, o foco no digital e na tecnologia foi apontado como o motor do plano de crescimento. A pesquisa observou que os esforços empenhados na transformação digital durante a pandemia tiveram um desempenho melhor do que a concorrência para 32% dos executivos, mas 35% deles consideram que o desempenho foi abaixo do esperado.

Nesse cenário, o uso de tecnologia e de automação, visando à melhoria das margens de lucro e da escalabilidade e a substituição da mão de obra de alto custo, é uma opção considerada por 28% dos executivos brasileiros entrevistados, sendo que 27% almejam fazer uso das plataformas digitais no intuito de melhorar as interações com os clientes.

Sobre fusões e aquisições, na comparação com o cenário pré-crise, os executivos nacionais se posicionam de uma forma mais pragmática. Se antes os planos de compras em 2020 era uma das grandes prioridades para 66% dos executivos, o cenário mudou e as ações de M&A permanecem nos planos de 43% deles nos próximos 12 meses. Nesse grupo, para 69% das empresas brasileiras, a tendência é que haja uma propensão a fusões e aquisições visando ao mercado interno.

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