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Empresas projetam expansão de equipes em 2026, aponta FIA

Da redação
9 de janeiro de 2026
Mais da metade das organizações pretende contratar no próximo ano, impulsionada por melhora econômica e setores aquecidos como tecnologia e saúde

Mais da metade das empresas brasileiras pretende ampliar seus quadros de funcionários em 2026. Segundo a Pesquisa FIA – Lugares Incríveis para Trabalhar, 54,5% das organizações participantes esperam aumentar o número de colaboradores no próximo ano. Do total, 27,2% projetam um crescimento superior a 10%, enquanto apenas 4,1% indicam intenção de reduzir equipes e, mesmo nesses casos, com cortes limitados a até 10%.

De acordo com Lina Nakata, uma das responsáveis pelo levantamento e professora da FIA Business School, o otimismo é sustentado por fatores macroeconômicos mais favoráveis, como o controle da inflação e a queda nos níveis de desemprego.

“Os setores mais aquecidos da economia demandam mais mão de obra, tanto temporária quanto permanente, o que sustenta as projeções de crescimento das contratações para 2026”, afirma. Segundo ela, tecnologia, saúde, logística, energia e serviços especializados tendem a liderar esse movimento, com maior demanda por profissionais qualificados.

Expansão traz desafios para o RH

Apesar do cenário positivo, o aumento das contratações impõe desafios relevantes à gestão de pessoas. As empresas precisam ir além do recrutamento, investindo na integração de novos colaboradores, no desenvolvimento de talentos, na gestão de desempenho e, em alguns casos, na adaptação da cultura organizacional — fatores que elevam custos e complexidade operacional.

Um dos efeitos colaterais desse ambiente mais aquecido é o aumento da rotatividade. A taxa média de turnover das empresas premiadas pela pesquisa chegou a 35% em 2025, ante 31% em 2024, reflexo de um mercado mais competitivo e de maior circulação de ofertas profissionais.

Por outro lado, o estudo aponta um amadurecimento das organizações no planejamento da expansão e no cuidado com o bem-estar dos funcionários. Desde 2020, quando o nível de estresse passou a ser monitorado, houve uma leve queda nos indicadores de esgotamento mental. “As políticas de bem-estar se tornaram mais frequentes e mais efetivas, criando condições mais sólidas para novos ciclos de crescimento”, destaca Nakata.

Ela ressalta ainda que o avanço das vagas precisa caminhar junto com a evolução das práticas de RH. “Fortalecer lideranças e garantir ambientes seguros e de confiança é essencial para preservar a qualidade das relações interpessoais durante períodos de expansão”, conclui.

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