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Embraer lidera perdas na B3 após tarifa dos EUA e tenta manter isenção

Da redação
11 de julho de 2025
Empresa avalia impacto da taxa de 50% anunciada por Trump e busca preservar alíquota zero para o setor aeronáutico; ações caíram até 8,4% após anúncio

A Embraer sofreu a maior queda da B3 nesta quinta-feira (10) após o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros por parte do governo dos Estados Unidos. As ações da fabricante brasileira de aeronaves chegaram a recuar 8,41% durante o pregão e fecharam com perda de 3,5%, refletindo o temor do mercado com os impactos da medida sobre o setor aeronáutico, um dos mais sensíveis à relação comercial entre os dois países.

Responsáveis por mais de 60% das importações brasileiras de aeronaves, os EUA são o principal destino das exportações da Embraer. Atualmente, 24% da receita da companhia vem do mercado norte-americano, onde mantém duas fábricas, cerca de 3 mil funcionários e mais de US$ 3 bilhões em ativos. Na Flórida, a empresa produz o caça Super Tucano, em Jacksonville, e jatos executivos, em Melbourne.

Em nota, a Embraer informou que está avaliando os possíveis impactos da tarifa com as autoridades competentes e trabalha para manter a alíquota zero de impostos de importação para aviões, partes e peças. A empresa não descarta a possibilidade de o setor aeronáutico ficar de fora do decreto, mas já articula medidas para evitar prejuízos. Detalhes adicionais devem ser divulgados na próxima conferência de resultados, marcada para 5 de agosto.

A reação do mercado acontece em meio a um cenário de alta tensão comercial. No ano passado, o Brasil exportou US$ 40,4 bilhões para os EUA, maior valor desde o início da série histórica em 1997, o equivalente a 12% de tudo o que o país vendeu ao exterior. O estado de São Paulo liderou os embarques, com US$ 13,6 bilhões em exportações.

Os Estados Unidos são atualmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Além de aeronaves, o país também lidera a compra de produtos como ferro, com mais de 70% das exportações brasileiras do setor.

O tarifaço anunciado pelo presidente republicano Donald Trump deve entrar em vigor em 1º de agosto.

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